Google não vai mais aceitar anúncios sobre criptomoedas

Por Felipe Demartini | 14 de Março de 2018 às 11h13
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Depois do Facebook, agora é a vez da Google anunciar que não vai mais aceitar anúncios veiculados por empresas do ramo das criptomoedas. A mudança entra em vigor em junho e tem o caráter especulativo da modalidade financeira, além da falta de regulamentação em todo o mundo, como seus motivos primordiais.

A possibilidade de golpes online não foi citada nas declarações da companhia, mas parece óbvio que essa também é uma preocupação – talvez a maior delas. Prova disso é o fato de que a notícia sobre o banimento veio acompanhado de um relatório sobre os anúncios que quebraram as regras da Google ao longo de 2017. No ano passado, 3,2 bilhões de propagandas tiveram de ser retiradas do ar por irem contra os termos de serviço da plataforma.

Com o levantamento das estatísticas, veio uma noção melhor do que está causando problemas para os usuários e, com isso, mudanças nas normas para veiculação de propagandas. Junto com todos os serviços relacionados às criptomoedas, o que inclui, também, operadoras de carteiras virtuais ou firmas de investimento, também foram banidas as opções binárias, contratos por diferenças e opções do mercado cambial. Basicamente, todo tipo de categoria financeira não regulada.

Ainda, serão proibidos anúncios relacionados à troca e venda de itens em jogos online. Sites que utilizam jogos de azar e apostas para obtenção de skins e artigos cosméticos, por exemplo, não poderão mais ser anunciantes, bem como qualquer tipo de serviço que comercialize objetos digitais em troca de dinheiro de verdade.

Os motivos, como dito, não são claros, mas é fácil entender o que levou a Google a tomar tal decisão. A motivação é semelhante a de outras companhias de internet, como o Facebook, que já suspenderam a aquisição de anúncios destas categorias como uma forma de proteger os usuários. Criptomoedas são uma categoria financeira preferencial para a realização de golpes online, na mesma medida em que a empolgação por conta da valorização da modalidade pode levar usuários incautos a caírem em ciladas.

A maioria dos 3,2 bilhões de anúncios removidos ao longo de 2017, entretanto, não estava relacionada a golpes, mas sim ao que a empresa considera como “experiências ruins”. São propagandas que ocupam espaço considerável em páginas, são chamativas ou que prometiam serviços sem efetivamente entregar, como forma de interromper a navegação na internet e forçar o usuário a prestar atenção em suas ofertas.

De acordo com os dados da Google, cerca de 100 propagandas irregulares foram removidas por segundo ao longo de todo o ano de 2017, com a esmagadora maioria das suspensões acontecendo por detecções a partir de seus sistemas automatizados. A maioria dos anúncios, porém, estava relacionada a malwares e tentativas de golpe.

Nesse quesito, por exemplo, foram 66 milhões de propagandas removidas por tentarem gerar cliques indesejados e outras 48 milhões tiradas do ar por tentarem induzir usuários a realizarem o download de softwares maliciosos. 79 milhões de anúncios levavam a sites infectados ou que representavam riscos de segurança, uma atitude que não apenas tirou os comerciais do ar, mas também removeu as listagens da página no motor de busca da gigante.

320 mil anunciantes foram banidos ao longo do ano passado, bem como 90 mil sites e 700 mil aplicativos móveis passaram a fazer parte de uma lista negra da Google, tudo por conta da utilização de práticas ruins ou por representarem riscos aos usuários. Além disso, 8,7 mil sites perderam a possibilidade de veicularem anúncios da companhia por apresentarem conteúdo irregular, impróprio ou que, por algum motivo, estavam em desacordo com as políticas da companhia.

Fonte: Google

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