Clientes processam empresa paranaense de bitcoins por sumiço de dinheiro

Por Wagner Wakka | 12 de Agosto de 2019 às 15h12
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Um grupo de investidores do mercado de criptomoedas está movendo mais de 200 ações contra uma empresa chamada NegocieCoins. Tal companhia teria negociado em somente um dia um total de 300 mil bitcoins, o que representa mais de US$ 2 bilhões. Contudo, quando seus clientes vão tentar sacar o montante a que teoricamente têm direito, não há fundos suficientes.

A empresa chegou a ser considerada a segunda maior do mundo, por dados do CoinMarketCap. A NegocieCoin faz parte de um grupo de empresas chamado de Bitcoin Banco, o qual deveria ter fundos para ressarcir clientes. Contudo, de acordo com a Justiça, não há dinheiro para isso.

Segundo informações da Folha, as ações na justiça variam entre R$ 10 mil e R$ 12 mil. A maioria (154) está localizada no estado do Paraná, onde fica a sede da NegocieCoins.

O problema alcançou tantos usuários que eles montaram um grupo no WhatsApp para compartilhar frustrações e buscar soluções. Nesta segunda-feira (12), eles organizam um protesto em frente à sede da companhia.

Segundo levantamento da Folha, a empresa conta com 20 mil usuários dentro dos serviços do Bitcoin Banco. As suas companhias, como a NegocieCoins, são intermediárias no processo de negociação de criptomoedas. Com isso, quem representa o fundo é o próprio Bitcoin Banco.

Apesar de o termo fazer parte do nome do grupo, ele não funciona exatamente como um banco, mas apenas como um conglomerado de instituições financeiras intermediárias. Até o momento, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários não contam com regra fixa para o setor.

Com isso, apesar de processos e bloqueios financeiros, a Bitcoin Banco ainda consegue atuar na venda de bitcoins.

A empresa se defende falando que foi vítima de tentativa de fraude. Em comunicado a seus clientes, a companhia disse que recebeu denúncias de movimentações suspeitas. O golpe relatado pelo Bitcoin Banco funcionaria da seguinte forma: uma pessoa mal intencionada faz a retirada em dois computadores diferentes ao mesmo tempo, para duas exchanges também diferentes. Com isso, o sistema apresentaria erro e faria a movimentação duas vezes, cobrando em dobro do Bitcoin Banco.

Com o problema, a companhia teria pedido à Delegacia de Crimes Cibernéticos de Curitiba a abertura de inquérito, o que teria atrasado a liberação das movimentações. Enquanto isso acontecia, os processos de clientes começaram a correr na justiça.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, as investigação citada pelo Bitcoin Banco está ainda em andamento.

Fonte: Folha

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