Tudo na nuvem?

Por Colaborador externo | 20 de Fevereiro de 2018 às 06h53
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* Por Miguel Carbone

Nos últimos três anos, o setor de TI tem saboreado a migração rápida e intensa de grande parte de seus produtos, serviços e soluções para as nuvens. A tecnologia cloud veio para ficar e mudar a maneira como os negócios caminham: mais economia, escalabilidade e muito, muito mais agilidade.

Todos os indicadores e estimativas apontam para a cloud como uma das melhores e mais consistentes novidades do nosso mercado. A Cisco, por exemplo, estima que 92% de todo o trabalho de processamento será nas nuvens até 2020. Sem dúvida, números bastante significativos.

Em um mundo com uma quantidade de dados cada vez maior, e com verbas escassas para novas iniciativas, esta parece ser a “combinação perfeita”: implementar projetos muito mais rapidamente, gastando menos, e com todos os benefícios da computação em nuvem logo de cara. Tudo certo! Será mesmo?

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Muitos casos — sim, são específicos, mas não raros — requerem a robustez e as garantias de servidores locais. Apesar de toda agilidade e segurança da cloud, as características daquele negócio ou aplicação podem ser comprometidas pela terceirização dos servidores, queda de conexão, instabilidades etc. Pode não ser interessante arriscar parar uma linha produção milionária, por exemplo, por circunstâncias adversas ou atípicas em relação às redes — passíveis de acontecer a qualquer solução externa.

Além disso, quando menciono a palavra “saborear” no início deste artigo e, na sequência, destaco o menor custo de implantação da tecnologia cloud, faço referência ao fato de que, em certos projetos, utilizar a computação em nuvem trará economia inicial, pois não será necessário investir em infraestrutura. Mas, e com o passar do tempo, como ficará o orçamento? Em médio prazo, a conta da contratação de um serviço cloud pode alcançar cifras astronômicas. Estará tudo em ordem se isso estiver bem compreendido e previsto de maneira racional no avanço do projeto. Sabemos que isso nem sempre acontece, acarretando frustrações e problemas financeiros a projetos de muito potencial e altíssimos investimentos.

Por mais que a cloud seja uma forte tendência, e tenha tornado viáveis projetos até então impossíveis de serem implementados por questões econômicas, é preciso entender quais as reais demandas, gargalos e variáveis de cada solução em especial, detalhadamente. Somente com isso, levando em conta o investimento, os prazos e os riscos envolvidos, é que se pode definir pela solução cloud, on-premises ou as duas, cada uma com o que tem de melhor a oferecer!

Muito mais do que tendências, modismos ou entender qual é o futuro da tecnologia, o melhor e mais indicado é oferecer soluções robustas, confiáveis, tailor-made, com boa relação custo-benefício e que garantam a melhor experiência ao usuário. Isso não tem um só caminho, algo mágico que resolva tudo. Tem conhecimento e análise de possibilidades que, com muito cuidado e caso a caso, culminam com a melhor escolha.

* Miguel Carbone é CEO da MC – The New World Technology, parceiro merecedor de sete títulos IBM Champion consecutivos e uma das maiores autoridades em IA, analytics, banco de dados e IoT do Brasil.

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