Azure Stack Fiji: Microsoft traz concorrente ao AWS Outposts para nuvem híbrida

Por Rui Maciel | 07 de Agosto de 2020 às 21h15
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Segunda maior empresa de serviços de cloud computing no mundo - com 18% de marketshare no setor em 2019, segundo o Statista - a Microsoft quer diminuir cada vez mais a vantagem da atual líder, a Amazon Web Services (AWS). Para isso, a empresa está desenvolvendo uma nova solução da família de computação híbrida Azure Stack: com o codinome Azure Stack "Fiji", a plataforma visa fornecer às organizações a capacidade de executar o Azure como uma nuvem local - gerenciada pela Azure pública - e entregue na forma de racks de servidores fornecidos pela Microsoft diretamente nos espaços físicos de seus clientes. As informações são do site ZDNet.

O Azure Stack Fiji vem para concorrer, principalmente, o AWS Outposts, que a Amazon disponibilizou para as empresas em dezembro de 2019. A divisão de cloud da Amazon afirma que a solução "é um serviço gerenciável, que estende a infraestrutura, serviços, APIs e ferramentas nativas da nuvem da AWS para praticamente qualquer data center de seus clientes. Isso vale também para espaços de co-location ou instalação local, o que proporciona, segundo a AWS, uma experiência híbrida mais estável".

Ainda segundo a AWS, o Outposts é focado também para workloads que demandam acesso de baixíssima latência a aplicativos ou sistemas locais, e para processamento ou armazenamento de dados em localização específica. Ao contrário de outras soluções híbridas que exigem o uso de diferentes APIs, atualizações manuais de software, compra de software e suporte de terceiros, a plataforma ofereceria mais consistência nas operações de desenvolvimento e computação, tanto em ambientes em nuvem quanto local.

Marketshare dos fornecedores de cloud em 2019: concorrentes diminuem distância para a líder AWS (Imagem: Statista)

O Azure Stack Fiji tem modo de funcionamento semelhante. Segundo a Microsoft, a solução se concentrará em fornecer aos usuários capacidade de baixa latência totalmente gerenciada por meio da malha do Azure - presumivelmente pelo Azure Arc - e usando a mesma infraestrutura de hardware que a Microsoft usa para executar o Azure. O Azure Stack Hub, a peça central atual da platafoma de computação híbrida da empresa, é fornecido como um dispositivo pré-carregado em hardware de servidor e certificado por um punhado de parceiros da Microsoft.

Pioneirismo 

A Microsoft foi o primeiro dos principais fornecedores de nuvem a utilizar o suporte à computação híbrida que, hoje, é uma parte essencial de sua estratégia. No entanto, desde que ela começou a vender o Azure Stack em julho de 2017, as expectativas dos clientes que usam nuvens híbridas mudaram. A AWS entrou nessa modalidade com o AWS Outposts e o Google Cloud, mais recentemente, com o Anthos. Com isso, a criadora do Windows vem trabalhando para corresponder a algumas de suas funcionalidades híbridas mais recentes e que são apresentadas por seus concorrentes.

Azure Stack: Microsoft foi a primeira fornecedora de cloud a usar nuvem híbrida (Imagem: Microsoft)

No entanto, colocar isso em prática é uma tarefa complexa. Isso porque a Microsoft está tendo que reformular a maneira como os serviços do Azure operam, analisar como o modelo de segurança funciona e ajustar a aparência da empresa na configuração e gerenciamento de seu hardware.

O ZDNet entrou em contato com a Microsoft para pedir mais informações a respeito do Azure Stack Fiji. No entanto, um porta-voz da empresa afirmou que a companhia " não tem nada para compartilhar".

Nuvem híbrida da AWS já no Brasil

Com a chegada do AWS Outposts ao Brasil, os clientes corporativos do país podem utilizar serviços como Amazon EC2 e o Amazon EBS. Eles também terão acesso a serviços baseados em contêiner, como Amazon ECS e Amazon EKS e serviços de banco de dados (Amazon RDS), e Analytics (Amazon EMR). Todos de forma local, em seus racks AWS Outposts.

Da mesma forma, passa a ser possível se conectar com ofertas de serviços e ferramentas disponíveis na região local da AWS, como Amazon DynamoDB, AWS CloudFormation, Amazon CloudWatch, AWS CloudTrail, Elastic BeanStalk e Cloud 9, entre outros. Com eles, será possível executar e gerenciar cargas de trabalho da mesma maneira que é feito na nuvem.

AWS Outposts: concorrente da Azure de nuvem híbrida já atua no Brasil

A partir do Outposts, a AWS espera atender empresas que, por motivos variados, ainda precisam manter suas cargas de trabalho operando localmente por vários anos. Isso vale também como aplicativos sensíveis à latência, que devem permanecer muito próximos aos sistemas em que rodam no mesmo espaço. Exemplos desses casos de uso incluem suporte a soluções de controle de processos em fábricas, execução de aplicativos robóticos nas proximidades do equipamento, desenvolvimento de plataformas de negociação de valores mobiliários de alta frequência ou fornecimento de serviços de virtualização de funções de rede (NFV) em telecomunicações.

Clientes com esses requisitos procuram capacidade de executar a computação e o amplo armazenamento em suas instalações. Aliado a isso, eles também buscam integrar essas cargas de trabalho de maneira uniforme e contínua com o restante de seus aplicativos que, por sua vez, estão rodando na nuvem da AWS. Esse funcionamento híbrido não era possível até agora, já que as soluções não possuíam as APIs, ferramentas e hardware, bem como as mesmas funcionalidades local e na nuvem para oferecer uma experiência verdadeiramente confiável.

O Outposts quer resolver esse problema, ao oferecer racks de armazenamento e computação da AWS - o mesmo hardware usado em data centers da companhia espalhados mundo afora - para integrar serviços, infraestrutura e modelos operacionais da marca para as instalações dessas empresas.

Fonte: ZDNet  

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