Hora do dia e estações do ano influenciam nas escolhas musicais, diz estudo

Por Patrícia Gnipper | 31 de Janeiro de 2019 às 16h05
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Um novo estudo, publicado na revista Nature, analisou um gigantesco conjunto de dados do Spotify para descobrir como são as emoções das pessoas ao redor do mundo de acordo com o que estão ouvindo em cada momento do dia.

A pesquisa descobriu que a hora do dia e a estação do ano influenciam diretamente em nossas escolhas musicais, além de fatores como gênero, idade e geografia. Pessoas de todas as culturas tendem a ouvir músicas mais relaxantes no finalzinho da noite, preferindo sons mais enérgicos durante o horário comercial para embalar o trabalho ou os estudos. Os pesquisadores também constataram que, à medida em que envelhecemos, estamos mais propensos a ouvir músicas menos intensas no dia a dia.

Michael Macy, professor de ciências da informação na Cornell University, ao lado de Minsu Park, estudante de seu curso, analisaram 765 milhões de reproduções musicais transmitidas pelo Spotify em 2016 para 1 milhão de pessoas em 51 países. A dupla classificou a intensidade musical como "altamente relaxante" para sons acústicos, instrumentais e de ambientes e "altamente energética" para batidas fortes e dançantes.

O estudo concluiu que as pessoas no Ocidente tendem a preferir músicas mais excitantes, enquanto usuários do Spotify na Ásia tocam músicas relaxantes mais vezes. Outro dado interessante obtido com este estudo é as pessoas preferem relaxar com músicas durante as estações mais frias do ano, deixando os sons energéticos para as temporadas mais quentes. O estudo não mediu o humor das pessoas em si, mas os resultados mostram que o consumo musical está alinhado com as emoções do ouvinte.

Esse tipo de estudo pode ter aplicações práticas para a indústria do streaming, com as empresas usando as conclusões desses estudos para recomendar playlists, por exemplo, direcionadas a determinado grupo de usuários em certas horas do dia, obtendo ainda mais reproduções e sucesso na estratégia. "Em todas as ciências sociais, há muito interesse no estudo da emoção e regulação emocional. De repente, temos esses dados sobre a música que as pessoas escolhem para ouvir em todo o mundo, e é uma oportunidade notável para avançar nosso entendimento do gerenciamento emocional das pessoas com base em como elas usam a música", explicou Macy.

Fonte: Cornell Chronicle

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