Carros autônomos serão populares para sexo, acreditam pesquisadores

Por Wagner Wakka | 14 de Novembro de 2018 às 09h11

Quando os carros autônomos se tornarem populares, é possível que isso mude o cotidiano de muitas pessoas que gastam seu precioso tempo atrás do volante na atualidade. Sem precisar prestar atenção, é possível que o carro ganhe novas aplicações pessoais. Entre elas, como local para sexo.

Essa é uma da previsões da dupla de pesquisadores Scott Cohen, da Universidade de Surrey, e Debbie Hopkins, da Universidade de Oxford. Os dois publicaram um trabalho recente chamado Autonomous vehicles and the future of urban tourism (“Veículos autônomos e o futuro do turismo urbano”, em tradução literal). Nele, levantam que a inclusão de carros desse tipo no cotidiano das pessoas pode causar mudanças drásticas nos modelos de negócios de vários empreendimentos, entre eles bares, restaurantes e até hotéis e motéis.

“Um dos pontos de partida é que os veículos autônomos vão criar novas formas de competição com hotéis e restaurantes. As pessoas vão dormir em seus veículos, o que cria consequências para hotéis de beira de estrada. Pessoas podem passar a comer em seus carros, o que pode mudar a função de restaurantes também”, aponta Cohen.

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Mas ele vai além da utilização para alimentação e descanso. “Isso nos leva a pensar: além de dormir, que outras coisas as pessoas vão fazer em carros se tiverem livres da obrigação de dirigir? E você pode perceber que, em uma longa associação com automóveis, que sexo é representado dentro de carros em filmes em quase todas as gerações. Não é um grande salto”, acredita o pesquisador.

Embora pareça um cenário promissor para o âmbito pessoal, há uma preocupação mais séria sobre o assunto. Os carros autônomos podem levar a prostituição para dentro dos carros, outro “mercado” que vai se modificar de forma drástica por conta dos veículos autônomos. “Não é impossível imaginar um ‘distrito da luz vermelha’ em movimento. A prostituição não precisa ser legal para que isso aconteça. Uma série de coisas ilegais acontecem dentro dos carros”, levanta. O “distrito da luz vermelha” citado pelo pesquisador se refere a locais em Amsterdã, na Holanda, onde há altos índices de prostituição.

Mesmo fazendo essas afirmações, Cohen confessa que essas são apenas especulações sobre o tema. O trabalho de ambos é voltado a pensar o futuro e novas formas de pessoas a interagirem com seus veículos.

Contudo, com a popularização da ideia, ele acredita que até mesmo fabricantes de carros podem começar a repensar o espaço interno de acordo com demandas mais domésticas e até mesmo para sexo.

Quando ele acredita que isso possa se tornar verdade, caso venha a acontecer? Em meados de 2040, quando carros autônomos passarem a ser mais populares. Até lá, nada de sexo no carro. Ao menos não em movimento.

Fonte: TF Online, FastCompany

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