Harry Potter ajuda a combater o preconceito em crianças, aponta estudo

Por Redação | 07.08.2014 às 08:50

De acordo com um novo estudo, publicado pelo site Medical Daily, os jovens que leram a série Harry Potter - e se identificam com o personagem principal - são menos propensos ao preconceito com relação a grupos minoritários.

Os pesquisadores examinaram 34 alunos italianos da quinta série, que preencheram um questionário sobre a sua atitude para com os imigrantes. Eles, então, leram trechos de livros da série Harry Potter ao longo de seis semanas, concentrando-se principalmente nas partes que tinham a ver com preconceito ou intolerância. Depois de ler os livros, novamente os estudantes responderam a um questionário referente à presença de imigrantes em seu país, e segundo o estudo, ao se identificar com a saga do jovem bruxo, os estudantes demonstraram mais empatia com a presença desses grupos minoritários.

As crianças italianas que leram a série foram afetadas pelo "comportamento de Harry Potter com relação a grupos fantásticos estigmatizados", que impactaram suas atitudes na vida real. Por exemplo, a aceitação do grupo estigmatizado conhecido como "sangues-ruins" ajudam a entender melhor a intolerância e a injustiça contra grupos minoritários, como gays ou imigrantes e melhorar suas atitudes em relação a eles. Como resultado, os pesquisadores acreditam que "a leitura dos romances pode, potencialmente, combater o preconceito."

Os pesquisadores examinaram várias subtramas na série, e encontraram paralelos inclusive entre Hitler e o vilão Voldemort, que acredita que todo o poder deve ser dado aos "puro-sangue". Enquanto isso, outros grupos de espécies como goblins são muitas vezes forçados a papéis servis, e o protagonista Harry Potter "tenta entender ... e apreciar as suas dificuldades", escreveram os autores. Por isso, talvez livros de fantasia possam ter mais impacto sobre as ideias da vida real do que você poderia esperar.