Estudo: 2 em cada 3 relações entre amigos já são feitas por meios eletrônicos

Por Redação | 18.10.2012 às 10:10

Uma pesquisa encomendada pela empresa Docmail e divulgada pelo britânico DailyMail aponta que cada dia as pessoas se encontram menos pessoalmente. Hoje, dois terços de toda a interação entre amigos é feita por meios eletrônicos. Para realizar a pesquisa, dois mil adultos foram entrevistados.

O tempo que dispensamos para bater um papo por telefone, ou encontrar alguém pessoalmente, é completamente ofuscado pelo volume de textos, e-mails e contatos via mídias sociais que realizamos todos os dias. De acordo com a pesquisa, a comunicação por meios eletrônicos corresponde a 65% do total.

Na média, a cada mês, as pessoas enviam cerca de 140 textos, fazem 72 interações no Facebook e enviam 40 e-mails para amigos e familiares. Este fluxo interminável de mensagens eletrônicas pode fazer com que alguém fique até um mês sem falar ao telefone com seu melhor amigo (a). 40% dos entrevistados não viam pessoalmente o seu amigo mais próximo há mais de um mês, e mais da metade sequer conversou por telefone nesse período.

Adolescentes usando smartphone

Outro dado apontado foi que, quando se trata de fazer contatos, uma em cada quatro pessoas confia plenamente nos meios de comunicação eletrônicos. Isso, sem dúvidas, está mudando a dinâmica dos nossos relacionamentos.

Por um lado, podemos manter um contato mais constante por meio dessas mídias, além de conseguir compartilhar diversos elementos visuais durante uma conversa. Em contrapartida, diminuimos nossos esforços para encontrar alguém pessoalmente.

Um número que impressiona é a quantidade de pessoas que considera alguém como amigo, mas mantém contato apenas por mensagens de texto ou Facebook. Elas representam quase 2/3 dos entrevistados (63%).

Mas nem tudo está perdido. Os resultados também mostraram que, quando se trata de mostrar o real significado de algo, ou demonstrar um sentimento verdadeiro, as ferramentas eletrônicas não são adequadas. O calor humano e o "olho no olho" ainda são considerados mais significativos.