Publicidade

Por que ainda tropeçamos em permissões excessivas?

Por  | 

Compartilhe:
Reprodução/Freepik
Reprodução/Freepik

Mesmo com a crescente maturidade no uso de boas práticas de segurança em nuvem, muitas empresas ainda enfrentam um velho problema: o excesso de permissões e os acessos permanentes. De acordo com o Relatório de Riscos de Segurança na Nuvem 2025 (*) 83% das empresas que utilizam a Amazon Web Services (AWS) já configuraram serviços de Provedores de Identidade (IdPs), um avanço na centralização do controle de acesso.

Continua após a publicidade

No entanto, isso ainda está longe de significar segurança total, porque os IdPs são facilitadores, não garantidores de segurança. Permissões mal configuradas, acessos sem limite de tempo e políticas permissivas, continuam deixando brechas exploráveis por agentes maliciosos. A utilização da autenticação multifator (MFA) ainda é uma reclamação do usuário devido à sua complexidade. Além disso, permissões concedidas para tarefas temporárias muitas vezes permanecem ativas indefinidamente, ampliando a superfície de ataque de forma desnecessária.

Os principais provedores de nuvem já oferecem recursos nativos robustos de gerenciamento de identidade e acesso. O desafio, hoje, é mais cultural do que operacional. É preciso uma mudança de mentalidade para implementar o princípio do menor privilégio, adotar acesso just-in-time e realizar auditorias frequentes e automáticas nas permissões concedidas.

Também é fundamental entender que segurança de identidade é uma jornada contínua, especialmente em um ambiente onde os ataques se tornam cada vez mais sofisticados e exploram justamente configurações que escapam ao olhar humano. A adoção de boas práticas cresce, mas os riscos persistem justamente porque a configuração correta não é uma tarefa pontual, ela exige monitoramento constante, visibilidade e automação.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Se a identidade é o novo perímetro da segurança digital, garantir que ela seja bem gerida, não pode ser opcional, mas, sim, uma das principais prioridades.

(*) O Relatório de Riscos de Segurança na Nuvem 2025 reflete as descobertas da equipe da Tenable Cloud Research com base na telemetria de cargas de trabalho em diversos ambientes corporativos e de nuvem pública, analisadas de outubro de 2024 a março de 2025.