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Da sala para o nosso dia a dia, as telas ampliam seu papel na experiência digital

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tv 70 polegadas
Imagem criada com IA

A evolução das telas protagoniza a história de algumas das tecnologias que mais influenciam o nosso dia a dia. Enquanto as TVs avançaram do preto e branco para modelos inteligentes, maiores e mais imersivos, os dispositivos móveis passaram de pequenos visores monocromáticos para telas sensíveis ao toque que hoje concentram grande parte da nossa vida digital. Em formatos e momentos diferentes, essas duas trajetórias transformaram a maneira como consumimos conteúdo, trabalhamos, estudamos e nos comunicamos.

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A experiência digital deixou de estar concentrada em um único ambiente ou dispositivo para acompanhar as pessoas no trabalho, nos estudos, nos deslocamentos e no lazer, e com isso smartphones e tablets conquistaram uma posição estratégica como as telas mais próximas das pessoas, conectando diferentes atividades ao longo do dia.

Para a indústria, essa mudança amplia o significado de desenvolvimento e inovação. Nos televisores, avançamos ao ponto de criar e fornecer imersão, escala e fidelidade visual, e nos dispositivos móveis o objetivo é fazer com que esses atributos acompanhem condições que variam constantemente, como os deslocamentos, a iluminação do ambiente, o tipo de conteúdo e o tempo dedicado a cada atividade.

Essa discussão ganha força em um momento de amadurecimento do mercado mobile. De acordo com um estudo da Counterpoint Research, o ciclo médio de substituição de um smartphone já ultrapassou os 40 meses e, à medida que os aparelhos permanecem mais tempo com o consumidor, a decisão de troca se torna mais criteriosa.

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Indústria busca telas que entendam o contexto de uso

Os avanços tecnológicos continuam acontecendo, mas chegam ao público cada vez mais como um conjunto de melhorias integradas. Em vez de uma única especificação definir a próxima compra, fatores como autonomia, durabilidade, características das câmeras, conectividade e experiência visual passam a compor a percepção de valor. O consumidor não avalia apenas o que o novo celular é capaz de fazer, mas como ele consegue aperfeiçoar funcionalidades já incorporadas a sua rotina.

Essa transformação também muda as prioridades competitivas. Em categorias maduras, inovar não significa apenas alcançar números maiores, mas identificar necessidades que ainda não foram plenamente atendidas e converter conhecimento tecnológico em benefícios claros. No caso dos dispositivos móveis, a tela se destaca porque concentra praticamente toda a relação entre a pessoa, o conteúdo e o aparelho.

No Brasil, essa relação é ainda mais relevante. A pesquisa TIC Domicílios 2024 mostrou que 60% dos usuários acessam a internet exclusivamente pelo celular, enquanto 40% combinam o aparelho com o computador. Para mais da metade dos brasileiros, portanto, o smartphone concentra comunicação, serviços financeiros, pesquisas, compras, trabalho, estudo e entretenimento.

O tablet ocupa outro espaço estratégico nessa rotina. Sua tela maior favorece leitura, anotações, reuniões, atividades criativas e consumo de conteúdo, esses modos de uso ajudam a explicar a recuperação da categoria: de acordo com a IDC, o mercado mundial de tablets cresceu 5% em 2025 e alcançou 151,9 milhões de unidades fabricadas, impulsionado também pela renovação dos portfólios e por projetos educacionais.

Smartphones e tablets atendem a necessidades distintas, mas compartilham uma característica decisiva: são usados em condições muito mais variadas do que uma tela instalada em um local fixo. O mesmo aparelho pode ser utilizado em casa, no escritório, na rua, para ler um documento durante uma viagem, acompanhar uma aula, editar uma imagem, jogar, assistir a um filme e muito mais.

Uso prolongado muda a forma de pensar a tecnologia das telas

É por isso que o desenvolvimento de telas começa a avançar para além da mera qualidade de imagem, envolvendo também a qualidade de uso, com a indústria investindo em soluções que ajustam a exibição ao conteúdo e ao ambiente, reduzem reflexos e cintilação e permitem escolher modos visuais adequados a diferentes tarefas. A tela deixa de apresentar tudo da mesma maneira e passa a responder ao contexto.

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Essa capacidade de adaptação tem impacto direto na experiência e amplia a discussão a respeito do conforto visual. A Academia Americana de Oftalmologia explica que períodos prolongados de uso de dispositivos podem provocar visão embaçada, dor de cabeça e ressecamento e cansaço dos olhos. Em geral, os sintomas são temporários e estão relacionados a fatores como menor frequência de piscadas, proximidade da tela, reflexos, iluminação inadequada e ausência de pausas, o que reforça a importância de considerar como as telas são usadas, e não apenas por quanto tempo permanecem ligadas.

Com foco na saúde do usuário de dispositivos móveis, a tecnologia NXTPAPER foi desenvolvida para oferecer uma experiência semelhante ao papel, reduzindo o cansaço visual sem comprometer a qualidade da imagem. Ao contrário das telas tradicionais, ela utiliza um sistema avançado de filtragem de luz, proporcionando um reflexo mínimo e visualização mais natural, com maior conforto para uso prolongado. Ela é uma tecnologia em evolução. No MWC 2026, por exemplo, foi anunciado que a tecnologia de tela eletrônica colorida da NXTPAPER será integrada a telas AMOLED, o que representa um grande salto na experiência de visualização em dispositivos móveis.

A resposta da indústria precisa ser abrangente. Conforto visual não depende de um único filtro ou ajuste mas, sobretudo, do reconhecimento de que a melhor configuração varia de acordo com a atividade e não deve exigir que o usuário escolha entre qualidade de imagem e bem-estar.

Na TCL, vemos a tela como um dos principais pontos de contato entre as pessoas e a tecnologia. A experiência construída ao longo dos anos no mercado de televisores mostra que qualidade visual não depende apenas de uma especificação superior, mas da capacidade de apresentar cada conteúdo da forma mais adequada.

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As TVs modernas já utilizam inteligência artificial para adaptar automaticamente a experiência de visualização. Com base nas condições do ambiente e no que é exibido, os sistemas podem ajustar fatores como brilho, cores, contraste e conforto visual, além de otimizar a qualidade da imagem de acordo com diferentes tipos de conteúdo. Dessa forma, a evolução das TVs passa a depender não apenas da qualidade do painel, mas também da capacidade de oferecer uma experiência de visualização mais inteligente, dinâmica e personalizada. Nos dispositivos móveis, essa visão ganha uma nova dimensão, porque o contexto muda diversas vezes ao longo do dia.

O próximo avanço relevante desse mercado se concentrará na combinação entre desempenho e adaptação. Smartphones e tablets precisarão seguir evoluindo em velocidade, autonomia e conectividade, mas também deverão reconhecer melhor as condições em que são utilizados e oferecer experiências visuais compatíveis com cada momento.

Quando o consumidor permanece mais tempo com o mesmo aparelho, são essas melhorias percebidas diariamente que sustentam a escolha e a satisfação ao longo dos anos. A tela móvel do futuro não será apenas aquela capaz de exibir mais. Será aquela capaz de entender quando cada forma de exibição faz sentido.