Jared Leto tentou impedir produção de Coringa, dizem fontes

Por Felipe Demartini | 21 de Outubro de 2019 às 15h55

Jared Leto parece não ter ficado muito feliz com o novo filme do Coringa, dirigido por Todd Phillips e com Joaquin Phoenix no papel principal. O ator que fez o personagem em Esquadrão Suicida teria até mesmo tentado impedir a produção, frustrado com a ideia de que ela substituiu, no calendário de lançamentos da Warner, um filme solo que seria estrelado por sua encarnação do Palhaço.

As informações não são oficiais, claro, mas foram passadas ao The Hollywood Reporter por fontes ligadas ao ator, que teria até mesmo trocado de representantes por conta do stress causado pela mudança de rumos. Seu pedido era claro: a Warner deveria encerrar o projeto em andamento e retornar aos planos originais, que envolviam um destaque maior ao personagem visto em Esquadrão Suicida.

Essa ação teria acontecido por meio de uma ligação de seu empresário pessoal, Irving Azoff, também ligado à sua banda, Thirty Seconds to Mars, aos chefões da Time Warner. A alegação de Leto era de que a produtora teria o levado a concordar com termos de sua participação no filme do universo cinematográfico da DC Comics com a promessa de que ele teria também seu filme solo do Coringa, deixado de lado em prol daquele que chegou recentemente aos cinemas.

A Warner, nessa ocasião, já realizava a pré-produção do longa dirigido por Phillips, à época, ainda considerado um projeto menor dentro da empresa e com um orçamento reduzido. A distribuidora estaria temerosa quanto ao tom sombrio e adulto que ele e Phoenix gostariam de dar à película, com as fontes afirmando que tais obstáculos seriam uma forma de desencorajar o diretor e o ator, seja em prol dos pedidos de Leto ou não.

De acordo com os rumores, Leto teria se sentido desrespeitado e frustrado com a mudança de planos, principalmente depois de ter passado meses trabalhando em sua própria versão do Coringa. Os boatos não citam o rumo diferente dado à própria franquia Esquadrão Suicida, que também se distanciou do personagem e não deve contar com o Palhaço em sua sequência, Aves de Rapina, que deve chegar as telas de todo o mundo no ano que vem.

Os problemas, inclusive, teriam sido a gota d’água de desconfortos que remetem ao próprio lançamento de Esquadrão Suicida, marcado por refilmagens, mudanças de tom e um cronograma bagunçado enquanto o estúdio parecia não saber exatamente o que fazer com a produção. De personagem principal, o Coringa de Leto acabou relegado a apenas 10 minutos de tempo de tela, o que levou o intérprete a criticar a produção e falar abertamente sobre seus problemas em entrevistas de divulgação.

Com a troca de farpas e o desconforto, o ator também teria mudado de empresa. As informações não confirmadas indicam que ele cortou relações com Azoff e com a CAA, agência que cuidava de sua carreira como ator e que representaria também o diretor de Coringa. Não se sabe, entretanto, o status do contrato entre Leto e a Warner, uma vez que, pelo menos na teoria, ele estaria confirmado em não apenas mais um filme solo, como também uma segunda produção na qual repetiria sua parceria com Harley Quinn (Margot Robbie).

A Warner não se pronunciou sobre o assunto, enquanto os representantes de Leto não falaram sobre os problemas. Eles confirmaram a mudança de agência como um movimento que já estava planejado há meses e afirmaram que o ator continua trabalhando ao lado da distribuidora. Ele trabalha, atualmente, em Little Things ao lado de Rami Malek (Bohemian Rhapsody) e Denzel Washington (Dia de Treinamento). A produção é de John Lee Hancock, de Um Sonho Possível e Estrada Sem Lei.

Fonte: The Hollywood Reporter

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