Um grama do material mais caro do mundo custa US$ 165 milhões

Por Redação | 22 de Dezembro de 2015 às 09h40

Qual o material mais caro do mundo? Talvez ouro e diamante estejam entre as suas primeiras repostas, mas eles se tornam mixarias diante do endofulereno, uma molécula de átomo de carbono que tem formato esférico e é composta por pentágonos e hexágonos. Existem diversas variações dela por aí, mas a forma criada pelos cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, tem um apelo especial: medição do tempo e da localização de forma mais precisa do que aquelas disponíveis atualmente.

Em um leilão realizado na Inglaterra, apenas 200 microgramas do composto foram negociadas por incríveis US$ 33 mil. Fazendo as contas, concluímos que um único grama dele seria vendido a US$ 165 milhões — e para descobrir o preço do quilograma, basta multiplicar esta quantia por mil.

De forma resumida, o que torna este endofulereno especial é o fato de ele apresentar 60 ou 70 átomos de nitrogênio armazenados dentro de uma esfera de carbono. A equipe de pesquisa da universidade britânica acredita que o material desenvolvido pode tornar ainda mais precisa a medição do tempo, que atualmente é feita com átomos de césio com 55 elétrons organizados em inúmeras órbitas. Como eles emitem ondas de rádio com uma frequência específica e imutável, tornaram-se ferramentas mais precisas do que a rotação da Terra para contar segundos e minutos.

A ideia dos pesquisadores britânicos é de que as emissões de ondas do endofulereno conseguem ser ainda mais precisas. Além de relógios exatos, elas podem aprimorar a acuracidade do sistema de posicionamento global — o bom, velho e cada vez mais útil GPS. Com este composto, tal sistema apresentaria uma variação de apenas alguns milímetros de precisão na hora de definir a localização de alguém.

De acordo com o doutor Kyriakos Porfyakis, criador da companhia de desenvolvimento de materiais em carbono da Universidade de Oxford, o material poderia ainda ser empregado na criação de um “relógio atômico em miniatura que você carregaria por aí, em seu smartphone”. Até mesmo carros autônomos poderiam contar com dispositivos criados com este composto para se autolocalizarem.

Fonte: The Telegraph

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