Pesquisadores criam filamento de outro com apenas dois átomos de espessura

Por Wagner Wakka | 06 de Agosto de 2019 às 20h10
Divulgação/University of Leeds

Pesquisadores conseguiram criar um filamento de ouro com apenas dois átomos de espessura, considerado o mais fino até agora. Em perspectiva, ele é um milhão de vezes mais fino que a média da unha humana, de acordo com os pesquisadores. A criação é importante para engenharia e biomedicina, já que filamentos tão finos podem ajudar em tratamentos médicos e nanotecnologia. 

Segundo a pesquisa, o filamento bidimensional conta com 0,47 nanômetros de espessura, o que permite que ele seja flexível o suficiente para utilização em acabamentos de telas dobráveis, tinta eletrônica, além de ser usado em telas de forma a ser imperceptível. 

Junto disso, o sistema também se mostrou mais eficiente em substratos catalíticos usados para purificação de água e sistemas de testes para medicina. O resultado obtido pelos pesquisadores no segmento foi 10 vezes mais rápido. 

Embora o método tenha sido usado para criação de filamentos bidimensionais de ouro, os pesquisadores da Universidade de Leeds acreditam que seja possível aplicar o mesmo sistema em outros tipos de materiais. 

Foto tirada de um telescópio eletrônico mostra organização dos átomos (FotoL Divulgação/ University of Leeds)

“Este sistema pode inovar a produção em nanotecnologia”, disse Dr. Sunjie Ye, líder da pesquisa. “Não apenas pode abrir a possibilidade de se usar ouro de forma mais eficiente em tecnologias já existentes, como está criando o caminho para que cientistas de material possam desenvolver outros metais em 2D”, aponta. 

Um dos exemplos de outros materiais que podem ser usados é o grafeno. Ele foi apontado como um bom material quando criado, por conta de maleabilidade e força, mas enfrenta problemas para produção. Esta técnica poderia resolver isso. 

O objetivo desta pesquisa é mais divulgar a técnica do que exatamente as aplicações do filamento de outro. O documento completo está disponível no site Phys.org. 

Fonte: Phys.org

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