Físicos fazem a medição da força nuclear fraca pela primeira vez

Por Natalie Rosa | 09 de Maio de 2018 às 17h55
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Um experimento inovador da física conseguiu fazer, pela primeira vez, a medida precisa da força entre elétrons e prótons, também chamada de força nuclear fraca. Os cientistas aproveitaram uma peculiaridade estranha da física de partículas para obter uma medida sólida em uma das forças fundamentais mais fracas da natureza.

As interações entre essas partículas acontecem em quatro categorias, que podem ainda se combinar em energias altas. A primeira categoria é a gravidade, exigindo pedaços de matéria do tamanho de um planeta para que seja possível prestar atenção a seus efeitos.

A outra força, que também já conhecemos, é o eletromagnetismo, que vê as cargas opostas de prótons e elétrons que são atraídos pela mediação de partículas de luz, conhecidas também como fótons. Na sequência, está a força nuclear forte, que atua sobre distâncias minúsculas para ligar partícular quarks a prótons e nêutrons, utilizando a passagem de uma partícula chamada glúon.

Por último está uma força estranha chamada "força nuclear fraca", que transforma os nêutrons em prótons. Com a medição, os físicos descobriram que mesmo sendo tão leve quanto a gravidade, a interação nuclear fraca representa apenas uma fração da atração entre as cargas de um próton e um elétron. Ross Young, da Universidade de Adelaide, conta que fazer esta medição era difícil "porque a força fraca é muito mais fraca do que a eletromagnética".

O relatório da pesquisa conta que grande parte da física segue alguma regra de equilíbrio e simetria quando a troca de determinadas características do universo faria diferença nula, ou seja, trocando aspectos negativos com os positivos tudo pareceria igual. Também não há alguma indicação de que notaríamos caso voltássemos no tempo.

Já a força nucelar fraca fornece uma importante exceção devido a um viés inerente de esquerda e direita no colapso das partículas que estão envolvidas com essa força, e dessa vez notaríamos se o universo se tornasse, de alguma forma, confuso.

O relatório completo da pesquisa está disponível no site da Nature.

Fonte: Science Alert

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