Estudo encontra DNA preservado em fóssil de dinossauro de 75 milhões de anos

Estudo encontra DNA preservado em fóssil de dinossauro de 75 milhões de anos

Por Wagner Wakka | 05 de Março de 2020 às 18h05
National Science Review

Pesquisadores de Montana, nos Estados Unidos, encontraram um fóssil de um dinossauro que viveu há aproximadamente 75 milhões de anos. Especialistas da Universidade da Carolina do Norte, em parceria com a Academia Chinesa de Ciências, encontraram dois ossos do crânio do que seria um indivíduo jovem da espécie Hypacrossauro stebingeri.

A análise dos dois ossos mostrou elementos que permitem comprovar o achado, como manchas escuras parecidas com núcleos de células. Os pesquisadores também fizeram uma análise de DNA e encontraram condrócitos, células específicas de cartilagens com estruturas que remetiam a cromossomos em seus núcleos. 

Para o teste, os pesquisadores usaram um material que reage a filamentos de DNA. A aplicação do elemento "tingiu" o fragmento do crânio com vários micropontinhos brilhantes, azuis e vermelhos, comprovando que se tratavam mesmo de resquícios de material genético. 

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Nas colunas do meio e esquerda, reações do DNA (Foto: National Science Review)

Um dos grandes achados do trabalho é que ele comprova que um fóssil, antigo como este, consegue preservar por eras e eras as suas estruturas, como traços de moléculas, proteínas e outros elementos. Outros estudos já levantaram a hipótese de que o material genético se desintegra após alguns milhões de anos, sem exatamente precisar esta data. 

Assim, o trabalho permite dar mais luz ao cálculo de robustez de uma molécula de DNA. Segundo a líder da pesquisa, Mary Schweitzer, a probabilidade é de que trais moléculas tenham sido preservadas pela cartilagem, e não pelos ossos propriamente ditos. O tecido ósseo é poroso e não teria o ambiente ideal para conservação, por isso, a hipótese reside na proteção aparentemente gerada pelo tecido cartilaginoso do dinossauro.

O trabalho foi publicado na revista National Science Review.

Fonte: National Science Review

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