Conheça Valkyrie, o robô humanoide que vai preparar a vida em Marte

Por Redação | 19.05.2016 às 19:17 - atualizado em 19.05.2016 às 20:49
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Se já existiu vida em Marte ou não, nós ainda não sabemos, mas, ao que tudo indica, o homem tem sede de desbravar novas fronteiras e vai mesmo colonizar o planeta vermelho mais cedo ou mais tarde. E o primeiro emissário representante da humanidade será Valkyrie, um robô humanoide criado pela na NASA.

Valkyrie

O robô foi primeiramente concebido alguns anos atrás para uma competição organizada por uma divisão de pesquisa do exército americano, o que não teve lá muito sucesso. Depois de aprimorado, foram criadas quatro unidades do robô e três delas foram emprestadas para outras instituições para que equipes de professores e alunos aprimorassem suas funções. A quarta unidade está na estação espacial de Houston, o próprio berço de "Val".

Com uma câmera estéreo acoplada a um Oculus Rift na cabeça, Val consegue "enxergar" o mundo de maneira detalhada, assim como quem a estiver controlando-o remotamente. Ele ainda conta com sensores infravermelhos que suportam luz estruturada como os do Microsoft Connect, além de laser no interior do visor. Para "sentir" o ambiente, foram acoplados sensores nas mãos e nos pés da máquina. São ao todo 28 articulações e aproximadamente 200 sensores.

A previsão para viagens tripuladas para Marte fica para meados 2030, e, até lá, tem muita coisa para ser afinada. "A robótica fez avanços enormes nos últimos cinco anos, com os drones e carros autônomos, por exemplo. É uma daquelas situações em que a gente trabalha no mesmo problema por décadas e décadas, e, de repente, as coisas começam a se concretizar", comenta o professor assistente da Northeastern University, Robert Platt. Para ele, avanços como melhores processadores e algoritmos de machine learning serão responsáveis pela capacidade dos robôs em executarem tarefas mais complexas.

Antes de imaginarmos a vida como um sci-fi, com robôs humanoides nos prestando auxílio ( ̶e̶ ̶d̶e̶p̶o̶i̶s̶ ̶s̶e̶ ̶r̶e̶b̶e̶l̶a̶n̶d̶o̶ ̶c̶o̶n̶t̶r̶a̶ ̶n̶ó̶s̶), os cientistas vão aprimorando Val e sua linhagem, que ainda tropeçam em coisas simples, como se locomover em superfícies planas.

Via Telegraph, Associated Press