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Cientistas reativam células de mamute morto há 28 mil anos

Por Renato Mota | 14 de Março de 2019 às 08h35
Wikimedia Commons/Reprodução

Cientistas conseguiram reativar células de um mamute morto há mais de 28 mil anos. A pesquisa que mostra que a atividade biológica pode ser induzida nas células de criaturas mortas há muito tempo foi publicada na revista científica Nature.

Mas calma, os pesquisadores não estão “ressuscitando” animais extintos — o objetivo do estudo é outro. “Espécies antigas trazem informações valiosas sobre a base genética da evolução adaptativa e fatores relacionados à extinção”, explica o artigo.

A equipe, liderada pelo biólogo da Universidade de Kindai (Japão) Kazuo Yamagata, extraiu células dos restos mortais de "Yuka", uma jovem mamute descoberta em 2010, e as implantou em ovócitos de ratos. Os pesquisadores também implantaram células de elefantes em óvulos de camundongos para fornecer uma amostra de controle.

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Essa mesma equipe de cientistas tentou, há dez anos, um experimento semelhante com outro mamute (esse com 15 mil anos de idade), mas não foram bem-sucedidos ao estimular a atividade celular da espécime.

Yuka foi a cobaia perfeita, pois foi enterrada em permafrost, uma camada de solo congelado que manteve pele, cérebro e outros tecidos macios praticamente intactos. Os cientistas conseguiram extrair do corpo da mamute 88 estruturas semelhantes a núcleos de seus tecidos musculares preservados.

Uma vez incubados, os núcleos das células “pareciam despertar”, mas não totalmente, já que não chegaram a se dividir, apenas completaram alguns passos que precedem a divisão celular. “Os resultados apresentados mostram nos claramente a impossibilidade de clonar o mamute pela atual tecnologia de transferência nuclear”, afirma o estudo, completando que “abordagem abre o caminho para a avaliação das atividades biológicas dos núcleos em espécies animais extintas”. 

Fonte: NatureMotherboard

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