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Cientistas descobrem maior planta do mundo, com 180 km de extensão

Por| Editado por Luciana Zaramela | 01 de Junho de 2022 às 15h25

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byrdyak/envato
byrdyak/envato

Qual a maior planta do mundo? Cientistas da Austrália podem responder a essa pergunta em um novo estudo publicado na The Royal Society Publishing. Eles encontraram uma erva daninha da espécie Posidonia australis, que pode chegar a 180 km de extensão e está localizada sob as águas de Shark Bay.

Os cientistas coletaram amostras para identificar quantas espécies de plantas diferentes faziam parte dessa extensão de ervas marinhas através de testes de DNA, e se surpreenderam ao descobrir que tudo integrava uma única espécie.

Ao todo, os pesquisadores analisaram 18 mil marcadores genéticos da planta que se estende a partir de uma única muda. Outro aspecto que torna a planta tão única, sob o ponto de vista dos especialistas envolvidos, é que ela tem o dobro de cromossomos que seus "parentes". O que acontece é que, na maioria das vezes, uma muda de ervas marinhas herda metade do genoma de cada um dos pais. Não é o caso dessa, que carrega todo o genoma de cada um deles.

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Os pesquisadores estimam que a Posidonia australis encontrada em Shark Bay tenha cerca de 4.500 anos, com base em seu tamanho e taxa de crescimento.

Os pesquisadores também apontam que a planta pode ser estéril, ou seja, sem reprodução sexuada, o que torna seu sucesso um enigma: as plantas que não têm sexo tendem a ter também baixos níveis de diversidade genética, o que deve reduzir sua capacidade de lidar com ambientes em mudança.

A teoria é que a espécie conta com genes extremamente adequados ao seu ambiente local, mas variável, e talvez seja por isso que não precise da reprodução sexuada para proliferar. Além disso, a planta também é muito resistente, e suporta uma ampla gama de temperaturas da água e níveis de sal.

Por enquanto, tudo é questão de hipótese, portanto os especialistas precisam estudar a fundo as propriedades da maior planta do mundo, em futuros artigos científicos.

Fonte: The Royal Society Publishing, The Conversation