Brasil leva três projetos para a final da Google Science Fair 2018

Por Luciana Zaramela | 26 de Abril de 2019 às 22h30
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A Google Science Fair, competição científica online da gigante das buscas, já tem os nomes dos vencedores da etapa regional para a edição de 2018! Dentre os 20 selecionados, a Google convidou seis brasileiros, de três projetos diferentes. Após a seleção regional, os participantes passam para a fase global da competição.

Apoiada pela LEGO® Education, National Geographic, Scientific American e Virgin Galactic, a competição premia desde 2011 jovens entre 13 a 18 anos que criaram projetos brilhantes usando Ciência, Tecnologia, Engenharia ou Matemática.

Nesta última edição, os projetos puderam ser entregues até 12 de dezembro para, então, partirem para análise pela banca examinadora — composta por pesquisadores, cientistas e professores universitários. Os projetos já passaram pelo crivo dos especialistas e seguem para a próxima etapa, que ocorre no mês que vem: é quando os 20 finalistas globais serão contemplados para a final, que ocorre na sede da empresa, nos EUA.

Como funciona a seleção

O painel de jurados do Google analisa todos os projetos enviados seguindo uma série de critérios, e posteriormente, os projetos com pontuações mais elevadas são analisados de perto para a escolha 100 finalistas regionais. Passada essa fase, os jurados selecionam os 20 projetos finalistas do mundo todo para viajar à Mountain View, na Califórnia, onde serão anunciados os vencedores de cada categoria e o ganhador do prêmio principal, que será anunciado em maio.

Premiação

O prêmio para os vencedores globais da competição é de encher os olhos: além de uma bolsa de estudos da Google (avaliada em US$ 50 mil), há também uma série de prêmios e bolsas dos parceiros já citados, como:

  • Bolsa de US$ 15 mil e viagem à LEGO, em Billund, na Dinamarca;
  • Bolsa de US$ 15 mil e expedição pelo mundo, bancada pela National Geographic;
  • Bolsa de US$ 15 mil e viagem científica pelo globo com a equipe da Scientific American;
  • Bolsa de US$ e tour nas instalações da Virgin Galactic;
  • Vale-presente no valor de US$ 5 mil em produtos educativos da LEGO;
  • Viagem à sede da Google;
  • Tablet Android e outros brindes;
  • Chromebook e outros brindes.

Os vencedores globais receberão uma bolsa de estudos do Google, avaliada em 50 mil dólares, para investir mais na própria educação; além de bolsas de estudo dos parceiros mencionados acima. Veja aqui todos os prêmios do Google Science Fair.

Conheça os projetos brazucas

DINO - Jogo estimulante para fisioterapia infantil (MG)

Letícia Souza Rosa Silvério, Giovanna de Lima Ribeiro, Matheus Silva Pivoto

O projeto "DINO - Jogo estimulante para fisioterapia infantil" auxilia no tratamento fisioterápico infantil ao tornar as sessões de fisioterapia mais dinâmicas e menos cansativas. Baseado na técnica de Gameterapia, uma tendência que utiliza jogos para estimular o paciente ao longo do tratamento, escolhemos a faixa etária entre 8 e 11 anos e desenvolvemos 3 jogos 2D com níveis e fases de diferentes dificuldade. Criamos, também, um aplicativo para que o fisioterapeuta possa acompanhar as sessões de forma mais prática e acrescentar novos dados à ficha do paciente, permitindo analisar a evolução no tratamento.

Os jovens envolvidos no projeto do jogo são alunos da Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa - ETE FMC. "No início do ano letivo nos reunimos e pensamos em desenvolver algum protótipo que visava atender crianças na área da fisioterapia. A nossa maior motivação é apresentar o projeto da melhor forma possível, para que ele possa ser realmente utilizado para ajudar no tratamento dessas crianças", afirmam.

Segundo Giovanna, participante do projeto, já havia o intuito de fazer algo voltado à área da saúde. "Escolhemos a área da fisioterapia, que vem crescendo atualmente, e notamos o quanto a tecnologia pode melhorar o desempenho de quem necessita de um tratamento", explica. Aliando diversão e interatividade tecnológica em um game, os alunos do ETE FMC conceberam o projeto. "O que nos motivou desde o inicio foi realizar algo que pudesse auxiliar de alguma forma as pessoas, com um olhar especialmente voltado para as crianças", completa.

Os três jovens responsáveis pelo game (Foto: Arquivo Pessoal/Giovanna de Lima Ribeiro)

Geração de energia elétrica a partir da movimentação das massas de ar deslocadas pelo metrô (SP)

Helena Frudit, Daniela Kow

O projeto aproveita as massas de ar deslocadas pelo metrô visando converter a energia eólica em elétrica a fim de diminuir gastos públicos com energia e usar uma fonte limpa e renovável. Tanto a turbina horizontal quanto a vertical captam a movimentação das massas de ar e realizam a conversão. A energia convertida poderia ser usada para iluminar a estação ou para alimentar fontes que carregam aparelhos eletrônicos. O impacto gerado nos cidadãos é muito grande pois a verba economizada pode ser destinada a outros setores da sociedade ou inclusive na redução do preço da passagem.

Eis o sistema completo

"Cresci admirando Marie Curie, por ser cientista e mulher, sempre quis ser como ela, assim como Dorothy Vaughn, a primeria mulher negra a ser chefe de departamento no que veio a ser a NASA, outra paixão da minha vida. Outras grandes inspirações são Elon Musk, Bill Gates e Larry Page, que, desde jovens, criaram tecnologias que revolucionaram a nossa maneira de viver, cada um contribuiu do seu jeito para o nosso presente e futuro", conta Helena, idealizadora do projeto.

"Recentemente, fundei um clube de ciências na minha escola para espalhar o espírito científico e ter um espaço livre para 'fazer ciências'. Gostaria de, no futuro, cursar engenharia para poder criar e construir tecnologias que beneficiem a sociedade e quero poder espalhá-las pelo mundo como fizeram meus ídolos, tentando combater a desigualdade criada pela falta de tecnologias e oportunidades", diz a jovem cientista.

Helena, Daniela e o projeto (Foto: Colégio Bandeirantes/FEBRACE)

Revestimentos comestíveis na pós-colheita de laranjas (PR)

João Pedro Silvestre Armani (15), já pensou nas consequências do uso de agrotóxicos e buscou uma solução. Verificando o enorme uso destes compostos químicos e o descarte incorreto das carapaças de camarão, que também causam problemas ambientais, pensou em uma maneira de acabar com esses empecilhos e confeccionar uma solução à base de quitosana (extraída a partir do cefalotórax de camarões), utilizando também cera de abelha. Através da solução criada (de quitosana 0,5% + cera de abelha 4%), pode-se, além de conservar os frutos por um tempo maior, substituir a utilização de defensivos agrícolas e evitar o descarte incorreto das carapaças de camarão.

"Desde meus 10 anos desenvolvo pesquisas e projetos para feiras de ciências com o intuito de levar conhecimento às pessoas e solucionar problemas pelos quais o mundo está passando", revela João Pedro. "Acredito que cada ideia é uma solução para grandes problemas e temos que cada vez mais nos preocupar em acabar com estes empecilhos".

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