Animal que passou 30 anos congelado volta à vida

Por Redação | 18 de Janeiro de 2016 às 12h55

Você pode até não conhecer os tardígrados, mas eles estão entre os animais mais resistentes do planeta. E depois de serem os únicos seres vivos capazes de irem ao espaço e voltarem, sem a necessidade de roupas protetoras, a espécie agora é protagonista de um novo estudo sobre condições extremas, tendo sido capaz de retornar à vida após pouco mais de 30 anos em congelamento.

O estudo foi apresentado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Polar do Japão e envolveu amostras coletadas em 1983, no continente ártico. Desde então, dois tardígrados – pequenos animais microscópicos, semelhantes a artrópodes – permaneciam armazenados a uma temperatura de 30 graus Celsius negativos, da qual foram descongelados apenas no final de 2014. Após 20 dias de inatividade, um deles morreu. Nove dias depois, entretanto, o segundo espécime reestabeleceu todas as suas condições normais de vida.

Tal fenômeno, de acordo com os cientistas, pode ser explicado de acordo com uma das principais características dos tardígrados. Também conhecidos como ursos d’água, eles são capazes de, praticamente, desligar seus metabolismos sempre que detectam condições hostis, permanecendo assim por longos períodos de tempo com pouco ou nenhum dano oxidante. Tal aspecto já era conhecido, mas nunca foi colocado à prova em condições tão extremas quanto três décadas em congelamento.

Para os responsáveis pelo estudo, a descoberta não apenas deve lançar mais luz sobre os sistemas de sobrevivência usados pelo animal – um estado que é chamado pela ciência de “criptobiótico” –, mas também pode resultar em testes com outras formas de vida no futuro. Desde que, claro, a ciência seja capaz de reproduzir tal fenômeno também nas células de outros seres vivos.

A ideia de ser congelado e voltar à vida pode ainda ser uma realidade distante, se é que um dia realmente vai existir. A pesquisa com os tardígrados, entretanto, representa o principal caminhar nesse sentido feito pela ciência no momento, e o mais próximo que estamos de uma ideia que, até então, somente foi vista no cinema.

Fonte: CNET

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