NASA planeja criar água e oxigênio na Lua até 2020

Por Redação | 09 de Fevereiro de 2014 às 14h10

A Agência Espacial Americana está com planos ambiciosos: iniciar um processo de terraformação da Lua, produzindo água a partir das rochas existentes no nosso satélite natural.

A missão RESOLVE (Regolith and Evironment Science and Oxygen & Lunar Volatile Extraction - sem tradução direta, mas algo como extração de regolitos lunares voláteis para produção de oxigênio) irá coletar solo lunar e aquecê-lo até uma temperatura na qual hidrogênio e oxigênio presentes nas amostras sejam liberados, e que quando combinados, formem água (água = H2O = dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio).

Como existem suspeitas de que há água congelada na lua, o RESOLVE com confirmará ou descartará essa teoria, pois quando as rochas forem aquecidas, caso haja água congelada lá, ela sairá em forma de vapor. O lançamento do equipamento está previsto para 2018, e claro que a quantidade de água produzida será bastante pequena, mas poderá abrir os caminhos para uma produção em larga escala e um dia viabilizar a vida humana naquele lugar.

NASA RESOLVE

Outro projeto semelhante também está sendo preparado pela NASA, mas o alvo é um pouco mais longe e maior: Marte. O sucessor do rover Curiosity levará um equipamento que transformará o CO2 da atmosfera marciana em oxigênio.

Mas para que isso? Primeiro, o principal combustível dos foguetes e espaçonaves é a combinação de oxigênio e hidrogênio, além da água ser o item fundamental para a sobrevivência dos astronautas. Porém, ambos são pesados, a água muito mais e ainda por cima não pode ser comprimida - você não vê água comprimida, mas ar comprimido sim. Portanto, um foguete é muito pesado pois tem que levar tanto o combustível quanto a água da Terra, e isso aumenta os custos exponencialmente, pois a gravidade do nosso planeta é muito forte, e precisa-se de uma velocidade mínima para abandono, e, quanto mais pesado, maior a energia necessária.

Portanto, tendo água, oxigênio e hidrogênio na Lua - onde a gravidade é menor - reduziria em muito os custos de viagens para exploração planetária. Ambos os projetos estão em fases bem experimentais, mas caso se mostrem viáveis, será o início do caminho para a colonização de outros planetas e luas do nosso sistema solar.

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