Cientistas produzem material 'mais preto que o preto'. Entenda!

Por Redação | 15 de Julho de 2014 às 07h45

O preto deixou de ser apenas uma cor na lista das preferidas de muitas pessoas e se tornou uma novidade científica misteriosa.

Cientistas da empresa britânica Surrey NanoSystems desenvolveram um material tão negro que absorve 0.035% de luz visual, o que marca um novo recorde mundial de material mais escuro já produzido pelo homem. O revestimento é feito com nanotubos de carbono que são 10 mil vezes mais finos que um fio de cabelo humano e a proximidade entre os nanotubos é tão pequena que as partículas de luz não conseguem passar por ele. Assim, a luz fica projetada ao ser redor até ser absorvida, segundo as informações do jornal Independent.

A sensação ao olhar para o objeto, chamado de Vantablack, é tão curiosa que as formas e os contornos se perdem, restando apenas um abismo aparente. Por exemplo, se a superfície fosse projetada no formato de um vestido, seria possível ver apenas o que seria um abismo em forma de vestido e quem estivesse olhando teria a impressão de cabeça e membros formando partes desconexas e flutuantes.

O diretor técnico da empresa, Ben Jensen não quis revelar o custo do material. No entanto, sugeriu que seria muito cara a produção mesmo de uma peça de tamanho médio, como um vestido.

Vantablack

O Vantablack pode ajudar a tornar mais eficazes câmeras astronômicas, telescópios e sistema de digitalização de infravermelho. Ele teria aplicações nas câmeras de calibração usadas para fotografar objetos antigos do Universo. Há também recursos para usar o material para fins militares, mas neste caso a empresa não comentou de que forma isso aconteceria.

O material tem resistência dez vezes superior ao aço e uma capacidade de conduzir calor sete vezes e meio maior que o cobre.

Para o professor de ciência da cor, Stephen Westland o novo preto é algo “fora do comum”. Ele diz que não existia nada que pudesse ser comparado com um buraco negro, mas que o Vantablack é quase tão preto como o que se pode obter e que se aproxima do que poderíamos imaginar de um buraco negro.

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