Cientistas descobrem novas evidências de água em um meteorito marciano

Por Redação | 03 de Março de 2014 às 16h55

A busca por água e vida em Marte não acontece apenas com as sondas enviadas para lá. Aqui na Terra cientistas analisam diversos meteoritos que um dia pertenceram a Marte, mas que, após o impacto de um meteoro, desprenderam-se da superfície e viajaram pelo espaço durante milhões de anos para então caírem na Terra, há alguns milhares de anos.

A vantagem de se analisar os meteoritos aqui na Terra é que os cientistas dispõem de muito mais recursos e equipamentos do que as sondas enviadas para Marte, e assim é possível fazer observações e medições a nível molecular.

Um grupo de cientistas do Johnson Space Center (JSC) e do Jet Propulsion Laboratory (JPL), ambos da NASA, encontraram evidências de que já existiu água corrente no planeta vermelho, através da análise de um meteorito que caiu na Terra há 50 mil anos, na Antártida.

A pedra foi formada há 1,3 bilhão de anos, a partir da lava de um vulcão. Há 12 milhões de anos, um meteoro caiu em Marte e ejetou essa pedra (e outras milhões) da superfície, que passou a vagar pelo espaço, até cair na Terra há aproximadamente 50 mil anos.

O grupo encontrou dois conjuntos de evidências. O primeiro são túneis e micro túneis que percorrem a rocha, com formas arredondadas e onduladas, comparáveis a texturas alteradas por organismos biológicos em amostras de solo terrestres, resultantes da interação de bactérias com material basáltico aqui da Terra.

O segundo conjunto consiste de minúsculas esferas (de ordem nanométrica) presentes entre as diversas camadas da amostra, de composições químicas diferentes. A análise dessas esferas mostra que elas possuem uma quantidade muito maior de carbono que as camadas vizinhas, e carbono é a base da vida que conhecemos.

Claro que existe a possibilidade dessas áreas ricas em carbono terem sido formadas por processos não-biológicos, mas as semelhanças em relação a amostras terrestres, tanto de textura quanto da composição química, são enormes, implicando na intrigante possibilidade de já ter havido água e vida microbial em Marte.

Além disso, essas mesmas características encontradas no meteorito que caiu há 50 mil anos foram encontradas também em um outro meteorito que caiu recentemente, mostrando que não é pura coincidência.

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