Cientistas da Nasa confirmam a existência de oceano em lua de Júpiter

Por Redação | 13 de Março de 2015 às 17h00

O Telescópio Espacial Hubble descobriu que a lua Ganímedes, localizada na órbita de Júpiter, possui um oceano que fica embaixo de uma crosta superficial de gelo. Com isso, aumenta a probabilidade da existência de vida no planeta, de acordo com informações da Nasa, divulgadas nesta quinta-feira (12).

Segundo a Reuters, a descoberta soluciona um grande mistério relacionado à esta lua, que é a maior do sistema solar, depois que a já aposentada nave Galileo forneceu pistas sobre a existência do oceano durante uma missão exploratória ao redor de Júpiter e de suas luas entre os anos de 1995 e 2003.

Ganímedes possui um núcleo de ferro fundido que gera um campo magnético interessante quando unido ao campo de Júpiter. Juntos, eles originam uma interessante dinâmica visual, pois formam duas faixas de auroras brilhantes nos polos norte e sul de Ganímedes.

O campo magnético de Júpiter é alterado com a sua rotação, o que faz com que as auroras de Ganímedes fiquem agitadas. Os cientistas mediram os movimentos e descobriram que os efeitos visuais se mostram mais restritos do que deveriam.

Com a ajuda de modelos gerados por computador, os pesquisadores chegaram à conclusão de que um oceano salgado, que é capaz de conduzir eletricidade, poderia estar abaixo da superfície da lua.

O geofísico Joachim Saur, da Universidade de Colônia, na Alemanha, diz que Júpiter funciona como um farol cujo campo magnético muda conforme a sua rotação, influenciando na aurora. "Com o oceano, a agitação fica significativamente reduzida", afirma.

Foram mais de 100 modelos computadorizados testados pelos cientistas para observar elementos que poderiam impactar sobre a aurora de Ganímedes. Eles fizeram o reprocessamento de sete horas de observações ultravioletas do Hubble e analisaram dados sobre ambos os cinturões de aurora do corpo celeste que orbita Júpiter.

Para Jim Green, diretor da Divisão de Ciência Planetária da Nasa, a descoberta pode ser classificada como uma "demonstração surpreendente", pois "eles desenvolveram uma nova abordagem para se observar a parte interna de um corpo planetário com um telescópio", diz.

Agora, Ganímedes se junta a uma lista crescente de luas localizadas nas partes mais afastadas do sistema solar que possuem uma camada de água abaixo de sua superfície.

Na quarta-feira, dia 11, os cientistas também afirmaram que Encélado, lua de Saturno, possui correntes quentes de água abaixo de sua superfície, que é gélida. Outros corpos que também possuem bastante água são duas outras luas de Júpiter: Europa e Callisto.

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