Por que não vai dar para ver o eclipse solar de 2026 no Brasil?
Por Danielle Cassita |
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Um eclipse solar total promete fascinar observadores nesta quarta (12). O Brasil vai ficar de fora do fenômeno, mas quem estiver em algumas regiões do hemisfério norte vai poder conferir a visão espetacular proporcionada pela Lua ocultando o disco solar, quando o dia se transforma em crepúsculo temporariamente.
A totalidade do eclipse se estende por uma faixa de apenas 293 km de largura, ou seja, só quem estiver por lá vai conseguir ver o Sol totalmente oculto pela Lua. Esta faixa começa sobre o Oceano Ártico e percorre o leste da Groenlândia, o oeste da Islândia e o norte da Espanha, até se encerrar no Mar Mediterrâneo.
Mas não pense que o espetáculo se encerra por aí. Quem estiver nos arredores desta área — o que inclui partes do Reino Unido, França, Portugal e Espanha — vai conferir um eclipse solar parcial, em que apenas uma parte do disco solar é escondida pela Lua.
Eclipse solar no Brasil
A má notícia é que os observadores no Brasil não vão poder acompanhar o fenômeno por “culpa” da geometria espacial, porque a sombra da Lua vai estar voltada para o hemisfério norte. Embora os eclipses solares totais ou anulares ocorram em média uma vez por ano, a faixa de visibilidade desses eventos é tão estreita que faz com que estes eventos pareçam raros.
“Se o observador está na estreita faixa da Terra atingida pela umbra, ele vai ver o eclipse total. Se está na área atingida pela penumbra, verá como parcial”, explicou Dra. Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional.
Felizmente, o calendário astronômico já reserva dois grandes destaques em um futuro nada distante. Em 6 de fevereiro de 2027, um eclipse anular vai ser visível no litoral do Rio de Janeiro e vai poder ser visto de forma parcial em quase todo o Brasil.
Já em 2 de agosto de 2027, um eclipse total histórico vai cruzar o sul da Espanha, o norte da África e a Arábia Saudita. Este último promete mobilizar observadores do mundo todo por durar 6 minutos e 23 segundos — para comparação, o eclipse mais longo já registrado neste século ocorreu em 2009 e durou 6 minutos e 39 segundos.