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Maior telescópio da NASA flagra objeto inédito que brilha 100 bilhões de vezes mais que o Sol

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buraco negro "estrela"
Jose-Luis Olivares, MIT

O telescópio espacial James Webb revelou um objeto para lá de misterioso. Em um novo estudo, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriram o que chamaram de “estrela de buraco negro”, um inédito tipo de objeto astrofísico no universo primitivo.

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Chamado de MoM-BH-1*, o objeto é basicamente em um buraco negro cercado por uma densa esfera de hidrogênio. É daí que veio o apelido do objeto: este envelope gasoso é como aquele que cobre a superfície das estrelas gigantes e emite brilho 100 bilhões de vezes superior ao do Sol.

O estudo foi publicado na revista Nature, e pode finalmente ajudar a resolver o mistério dos "pequenos pontos vermelhos" observados pelo telescópio em pontos distantes do cosmos, quando o universo era jovem. Esses pontos intrigam os cientistas, porque parecem ser buracos negros enormes — mas o problema é que, se este for o caso, não houve tempo suficiente para estes objetos se formarem.

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Buraco negro e estrela

Para completar, em vez de ser alimentado por fusão nuclear como acontece nas estrelas convencionais, o brilho colossal do objeto parece vir da intensa energia liberada pelo buraco negro enquanto ele consome a matéria ao seu redor. O sistema também apresentou ausência quase total de metais (os elementos mais pesados que o hélio), ou seja, esta “estrela” deve ter se formado antes das primeiras explosões de supernovas.

Com massa equivalente a 100 mil vezes a do Sol, o MoM-BH*-1 pode ser a explicação sobre como os buracos negros cresceram de forma tão veloz no universo jovem. “Alguma coisa espetacular deve ter acontecido no universo primordial. Agora com o James Webb, podemos observar esta época e ver por conta própria quais são os cenários que realmente ocorreram”, declarou Dr Rohan Naidu, autor que liderou o estudo.

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