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Foto mais detalhada já feita do Sol confirma fenômeno que intrigava cientistas

Por  Redação  | 

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superfície do Sol
NSF, NSO, AURA, MPS, Inouye Tel

Uma equipe internacional de cientistas conseguiu tirar a foto mais nítida já feita da superfície do Sol. Com o Telescópio Solar Inouye, da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, eles conseguiram flagrar pela primeira vez algumas estruturas magnéticas instáveis na superfície do nosso astro.

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Detalhado em artigo publicado na revista Nature, o feito contou com pesquisadores do Observatório Solar Nacional norte-americano e do Instituto Max Planck, da Alemanha. Juntos, eles identificaram padrões giratórios no plasma solar, que indicam diretamente as chamadas Instabilidades Kelvin-Helmholtz (ou “KHI”, na sigla em inglês).

Claro que o resultado é visualmente espetacular por si só, afinal, não é uma tarefa simples registrar a superfície do Sol em resolução tão alta — aliás, o telescópio é tão sensível que capturou até as dinâmicas do fluido do Sol. No entanto, o interesse dos cientistas nos dados obtidos vai além.

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Foto do Sol

De forma resumida, as instabilidades de Kelvin-Helmholtz ocorrem quando duas camadas de fluidos se deslocam em velocidades diferentes, o que gera turbulências e redemoinhos como aqueles da imagem.

Nas bordas magnéticas do Sol, a variação de velocidade do plasma aquecido cria estruturas espirais visíveis que, até então, foram previstos apenas em simulações numéricas.

“Acreditamos que a descoberta das KHI na fotosfera do Sol, baseada na análise das simulações numéricas, é um grande avanço na nossa compreensão das dinâmicas e da evolução do plasma solar e estelar, e vai servir como base para descobertas futuras”, comentou David Boboltz, diretor do observatório.

Curtiu o assunto? Aproveite para conferir nossa matéria sobre como sabemos qual é a composição do Sol, se nunca coletamos uma amostra de lá