Estrela gigante na constelação de Órion intriga astrônomos com manchas misteriosas
Por Danielle Cassita |
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Você conhece Betelgeuse, uma das maiores estrelas visíveis a olho nu? Pois bem, saiba que astrônomos acabaram de capturar uma das imagens mais detalhadas desta supergigante vermelha com a ajuda do telescópio ALMA, no Chile, e descobriram mais sobre este astro e seu formato estranho.
Localizada na constelação de Órion, Betelgeuse é uma das estrelas mais próximas da Terra — aliás, ela é também uma forte candidata a encerrar seu ciclo de forma espetacular, nos proporcionando uma supernova visível a olho nu.
Pois bem, os pesquisadores mapearam a atmosfera irregular da estrela e compararam os dados com aqueles obtidos há quase uma década. Embora a temperatura de Betelgeuse siga na média dos 2 mil ºC, parece que a estrela tem alguns pontos ainda mais quentes.
Estrela Betelgeuse
A análise revelou que Betelgeuse, que tem massa 14 vezes maior que a do Sol e raio 650 vezes superior, ostenta uma estrutura altamente dinâmica e assimétrica. O mais intrigante é que estes dois pontos mais quentes que o restante do astro permaneceram quase inalterados por sete anos, desafiando as teorias astrofísicas vigentes sobre a duração desses fenômenos.
Para os pesquisadores, essas estruturas são como bolsões de energia alimentados por células de convecção profundas — o que não resolve o mistério, já que os modelos teóricos de convecção turbulenta previram uma dissipação muito mais rápida desse calor.
Para explicar a longevidade incomum dessas manchas, os cientistas sugerem a interferência de uma estrela companheira, chamada de Siwarha ou Betelgeuse B, cuja gravidade pode afetar o fluxo dos gases.
O artigo que descreve as descobertas foi aceito para publicação na revista Astronomy & Astrophysics e pode ser acessado no repositório arXiv.