CIAB 2019 | Ripple lançará tecnologia em blockchain de pagamentos internacionais

Por Thaís Augusto | 10 de Junho de 2019 às 15h54

A CIAB Febraban 2019 contará com a participação da Ripple, empresa global que trabalha com soluções baseadas em blockchain para pagamentos entre fronteiras. Entre os dias 11 e 13 de junho, a expositora vai apresentar a RippleNet, uma rede de remessas de valores que permite aos bancos e demais provedores de pagamentos realizarem transações em todo o mundo.

De acordo com a Ripple, a infraestrutura atual de pagamentos internacionais é fragmentada e pouco confiável, o que acaba com transações lentas, ineficientes e caras. "Os pagamentos levam entre 3 e 5 dias, em média, para serem concluídos, têm 6% de falhas e alto custo, em especial quando se trata de um grande volume de transações de pequeno valor", pontuou a companhia.

A Ripple promete que sua tecnologia pode contornar os problemas atuais. A empresa diz que a RippleNet permite que transações sejam concluídas em segundos e custos transacionais menores. Além disso, os clientes têm conhecimento prévio das tarifas a serem pagas, status e demais informações de pagamento.

A participação da Ripple na CIAB marca a chegada oficial da empresa no Brasil. Agora, a Ripple está operando um escritório em São Paulo e diz querer expandir sua atuação no país e em toda a América do Sul. O diretor geral da companhia, Luiz Antonio Sacco, é o responsável pela estratégia dos negócios e construção do ecossistema da Ripple na região.

 Blockchain é uma plataforma capaz de registrar transações de forma descentralizada

"Em janeiro de 2019, a Ripple ultrapassou os 200 clientes na RippleNet. A companhia tem experimentado um alto crescimento na sua base de clientes em todos os mercados, e o lançamento no Brasil é uma resposta à alta demanda de toda a América do Sul. Estamos felizes em contar com o Luiz a bordo para acelerarmos a expansão de nossa presença no Brasil e na região e ajudar nossos clientes a resolver os desafios dos pagamentos entre fronteiras", disse o vice-presidente sênior de Operações Globais da Ripple, Eric Van Miltenburg.

No Brasil, a companhia reúne uma dúzia de bancos e corretoras como clientes, entre eles o Santander, BeeTech Global e Banco Rendimento. No Santander, por exemplo, o serviço RippleNet permite aos clientes do banco acesso a transações mais rápidas, com pagamentos realizados em segundos em vez de até cinco dias.

Enquanto o Banco Rendimento foi pioneiro no Brasil em remessas internacionais, o uso do RippleNet pela BeeTech Global, uma provedora de serviços financeiros, conseguiu derrubar taxas para transferências internacionais de US$ 20 para US$ 2.

"Estamos empolgados em expandir nosso ecossistema na região e trazer mais instituições financeiras conectadas à RippleNet, o que irá contribuir para a maior eficiência dos pagamentos globais e, principalmente, uma melhor experiência aos seus clientes", afirmou Sacco. "O Brasil tem posição de destaque em inovação no setor de fintechs e a Ripple tem se diferenciado neste setor, pois disponibiliza soluções já comprovadas para resolver problemas reais, abrindo caminhos para o restante do continente sul-americano".

Em média, a Ripple diz conseguir de dois a três novos clientes por semana em todo o mundo. Só no primeiro trimestre deste ano, a companhia somou transações equivalentes a todo o ano de 2018. Assim como no Brasil, a Ripple quer expandir sua atuação em países como Chile, Colômbia, Peru e Argentina.

Apoio à pesquisa acadêmica

Além da RippleNet, o investimento da Ripple no Brasil também busca apoiar a pesquisa acadêmica e a inovação em blockchain, criptomoedas e pagamentos digitais com o programa University Blockchain Research Initiative (UBRI).

Para isso, a Ripple firmou no ano passado parcerias com a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente, as duas instituições conduzem mais de 15 projetos que apoiam a pesquisa e o desenvolvimento técnico em diversas disciplinas, como direito, economia, negócios e engenharia.

"Acreditamos que as instituições de ensino terão papel fundamental no avanço das aplicações em blockchain. A USP e a FGV são instituições de reconhecimento internacional que, além de estarem investindo em pesquisa de novos usos para o blockchain, estão capacitando seus alunos em novas tecnologias que significarão novas oportunidades de carreira", explicou Sacco.

Outras instituições participantes da UBRI são University of Pennsylvania e Stanford, nos Estados Unidos, University College London (UCL), no Reino Unido, University of Waterloo, no Canadá, e a indiana IIT Bombay.

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