CIAB 2019 | Coworking soma 1.194 espaços no Brasil e evento simula experiência

Por Thaís Augusto | 13 de Junho de 2019 às 19h00
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Se você mora em São Paulo, basta uma volta pela cidade para esbarrar com algum coworking. Nos últimos anos, os espaços compartilhados têm se espalhado por shoppings, prédios comerciais e escritórios.

Nesse modelo de trabalho, autônomos, freelances e pequenos empreendedores compartilham o mesmo espaço e ainda conseguem trocar contatos e experiências. Os custos fixos de água, energia, aluguel, limpeza e internet também são compartilhados e – por consequência – o profissional gasta menos.

Atualmente, há ainda uma tendência para a criação de coworkings específicos: existem espaços compartilhados apenas para profissionais de saúde ou advogados. No Brasil, o coworking começou a aparecer em 2011, mas experimentou uma forte expansão em 2017, quando o mercado mais que dobrou de tamanho.

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De acordo com o Coworking Brasil, que elabora o Censo Anual de Coworking, o mercado começa a se organizar e amadurecer em 2017 "para continuar evoluindo de forma mais sustentável". Em 2018, a taxa de crescimento caiu um pouco, mas dentro do esperado pelo setor.

Regus e Spaces montaram coworking na CIAB Febraban 2019 (Foto: Divulgação / Regus)

Atualmente, existem 1.194 espaços compartilhados nas capitais, cidades do interior e favelas brasileiras. Segundo os dados do Censo, o estado de São Paulo é o que mais tem coworkings, com 465 espaços. O Rio de Janeiro aparece na segunda posição com "apenas" 123 locais de compartilhamento.

Atualmente, o mercado de coworking movimenta mais de R$ 127 milhões, uma alta de 57% em relação a 2017. Mensalmente, 214 mil pessoas frequentam os espaços compartilhados, a maioria deles são profissionais de pequenas empresas com até três pessoas.

Além de receber os profissionais, o coworking gera sete mil empregos diretos. Ainda assim, entre os que frequentam os espaços, a maior queixa é em relação ao ambiente: 66% acreditam que eles não são formais o suficiente para receber clientes e outros 64% reclamam da pouca privacidade.

O coworking também é usado como alternativa pelos profissionais que querem driblar o "isolamento" do home office.

Coworking de empresas

Com a expansão do modelo de trabalho, universidades e grandes empresas entraram no mercado para oferecer seus próprios espaços. Os mais famosos são o Cubo, do Itaú, e o Campus São Paulo, da Google. Ambos os locais conectam empreendedores e investidores que querem discutir tecnologia, inovação e modelos de negócio.

O coworking também foi destaque na CIAB Febraban deste ano, evento de tecnologia para o setor financeiro. A Regus, que oferece soluções de espaços de trabalho, e a Spaces, que aluga coworkings, escritórios e salas de reunião, apresentaram um estande onde as pessoas podiam simular a vivência em um espaço compartilhado de trabalho.

No estande, as empresas disponibilizaram internet, puffs, mesas, cadeiras, água e até chopp para os visitantes. Cada pessoa poderia ocupar o espaço por até meia hora.

Coworking da Regus e Spaces durante a CIAB Febraban 2019 (Foto: Divulgação / Regus)

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