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Câmera de segurança Wi-Fi dentro de casa é perigoso? Como evitar invasões

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Câmera de segurança Wi-Fi
Eric Mockaitis/Canaltech

Colocar uma câmera Wi-Fi dentro de casa pode trazer mais segurança, mas, ao mesmo tempo, levantar dúvidas sobre a possibilidade de o equipamento ser invadido. Isso porque, se o dispositivo e seus acessos forem comprometidos, aquilo que deveria ajudar a proteger a residência pode acabar expondo toda uma rotina.

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O risco existe porque essas câmeras permanecem conectadas à internet e, assim como celulares, computadores e outros dispositivos inteligentes, também podem ser alvo de invasores. Uma invasão pode permitir desde o acompanhamento do dia a dia da casa até o acesso a outros aparelhos conectados à mesma rede.

“Cibercriminosos podem acessar imagens e áudios, acompanhar a rotina dos moradores, identificar quando a casa está vazia e usar o conteúdo para espionagem, perseguição, chantagem ou venda ilegal”, explica Roberto Rebouças, gerente geral da Kaspersky Brasil.
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No entanto, isso não significa que ter uma câmera Wi-Fi dentro de casa seja necessariamente perigoso. O nível de exposição depende de fatores como as proteções oferecidas pelo fabricante, as configurações adotadas pelo usuário e cuidados básicos com senhas, atualizações e autenticação em duas etapas.

Como uma câmera de segurança Wi-Fi pode ser invadida?

Uma invasão nem sempre depende de técnicas sofisticadas para explorar diretamente o sistema da câmera. Em muitos casos, o ponto mais vulnerável pode estar na própria conta utilizada para acessar o dispositivo, principalmente quando ela é protegida por uma senha simples ou repetida em diversos outros serviços.

Se uma credencial utilizada em outro site ou aplicativo aparece em um vazamento de dados, por exemplo, invasores podem testar a mesma combinação em diferentes plataformas.

“Invasores costumam tentar acessar câmeras usando senhas padrão, fáceis de descobrir, como números sequenciais (1,2,3,4) ou que foram usadas em outros serviços. Se uma senha vaza em um site ou aplicativo, eles podem tentar a mesma senha na câmera”, destaca o especialista.

Mas as credenciais não são a única possível porta de entrada. Falhas no sistema da câmera ou do app, ausência de atualizações de segurança e uma rede Wi-Fi desprotegida também podem aumentar a exposição.

Por isso, um aparelho que continua funcionando normalmente não necessariamente permanece protegido durante toda a sua vida útil. É nesse contexto que as atualizações fornecidas pelas marcas ganham importância, já que corrigem vulnerabilidades descobertas depois que o produto chegou às residências.

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Senha forte e autenticação em duas etapas ajudam a proteger a câmera

Uma das primeiras barreiras contra invasões de câmeras de segurança está na escolha da senha. A recomendação é utilizar uma combinação longa e exclusiva para a conta da câmera, evitando reaproveitar credenciais de e-mail, redes sociais ou plataformas de streaming.

Outra orientação é deixar de fora informações fáceis de descobrir, como nomes e datas de nascimento. Ainda assim, uma senha reforçada não deve ser a única medida adotada pelo consumidor.

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Um dos recursos mais indicados para a proteção do equipamento é a autenticação em duas etapas. Esse mecanismo adiciona uma nova verificação antes de liberar o acesso à conta configurada, e Rebouças o compara até mesmo ao sistema de segurança de um carro.

“Sem ela, se alguém descobrir a senha, é como encontrar um carro destrancado: basta entrar e tentar ligá-lo. Com o segundo fator, mesmo que a senha seja descoberta, ainda existe uma segunda barreira para impedir o acesso”, ressalta o especialista.

As proteções também passam por manter atualizados tanto o aplicativo utilizado para controlar o equipamento quanto o software do próprio roteador da residência.

Outra recomendação é conectar a câmera a uma rede Wi-Fi separada, como a rede destinada a convidados ou dispositivos inteligentes. Essa medida ajuda a dificultar que uma eventual invasão ao equipamento seja usada para alcançar celulares e computadores conectados à rede principal.

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O que observar antes de comprar uma câmera Wi-Fi?

Resolução, visão noturna e preço costumam receber bastante atenção na escolha de uma câmera, mas os recursos de segurança também devem entrar nessa conta.

“Antes de comprar, o consumidor deve verificar se o fabricante oferece atualizações de segurança, por quanto tempo o produto receberá suporte e se é possível trocar a senha padrão”, pontua Rebouças.
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O especialista também recomenda conferir a disponibilidade de autenticação em dois fatores e a política de privacidade da marca.

Outro ponto é observar se a empresa possui histórico de corrigir problemas de segurança quando eles aparecem. Esse cuidado ajuda a identificar fabricantes que continuam oferecendo suporte ao produto e disponibilizam correções quando novas vulnerabilidades são descobertas.

Quando é hora de trocar a câmera Wi-Fi?

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O fato de uma câmera continuar funcionando normalmente não significa que ela permaneça segura por tempo indeterminado. Com o passar dos anos, o fabricante pode encerrar o suporte ao modelo e deixar de distribuir atualizações destinadas a corrigir novas vulnerabilidades.

Por isso, vale acompanhar se o aparelho ainda recebe atualizações de segurança e se o aplicativo utilizado para controlá-lo continua sendo mantido pela marca. 

Nesses casos, a troca deixa de estar relacionada apenas a recursos mais modernos ou qualidade de imagem. Substituir um modelo sem suporte por outro que continue recebendo correções também passa a fazer parte dos cuidados para manter a proteção da câmera e, consequentemente, da casa.

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