Amazon, Apple e Google se juntam para melhorar mercado de casas conectadas

Por Rafael Rodrigues da Silva | 18 de Dezembro de 2019 às 20h30

Nesta quarta-feira (18), Amazon, Google, Apple e Zigbee Alliance anunciaram uma parceria que promete acabar com um dos maiores problemas para a difusão da tecnologia de casas conectadas: o fato de nem sempre equipamentos de diferentes marcas conseguirem se comunicar entre si.

Isso porque dados da IDC preveem que o mercado de dispositivos inteligentes deverá crescer a um ritmo de 23,5% ao ano, mas um dos fatores que podem atrapalhar esse crescimento é o fato de as empresas não utilizarem uma linguagem comum para seus equipamentos. Por conta da concorrência acirrada, as companhias escolheram por desenvolver linguagens de comunicação proprietárias em seus produtos, o que acaba trazendo dor de cabeça para os consumidores, já que, por exemplo, a fechadura eletrônica da Amazon não consegue se comunicar com o Google Home, o que acaba não satisfazendo as promessas de conexão inteligente esperadas.

Por isso essas companhias estão se unindo no chamado “Project Connected Home over IP” (Projeto Casa Conectado sobre IP, em tradução livre), onde irão desenvolver um novo padrão para que os dispositivos inteligentes de todas elas possam se comunicar entre si sem problemas e de forma segura.

De acordo com posicionamento oficial das companhias, o projeto está sendo desenvolvido sobre a ideia de que os dispositivos inteligentes devem ser seguros, confiáveis e fáceis de usar, e o objetivo do projeto é fazer com que todos eles, assim como seus respectivos apps e serviços em nuvem, possam se comunicar com todos aqueles que também estiverem conectados na mesma rede.

A inclusão da Zigbee no projeto é um bom primeiro passo para o desenvolvimento de um padrão, já que a empresa já trabalha em um tipo de linguagem parecida, que é utilizada pelos equipamentos da Samsung SmartThings, Schneider Electric, Signify, IKEA, NXP Semiconductors e Resideo.

Em um primeiro momento, o foco do grupo será desenvolver comunicação entre dispositivos de segurança (como alarmes de fumaça, fechaduras eletrônicas, sistemas de alarmes e cortinas inteligentes) antes de expandir essa comunicação para outros aparelhos. Por enquanto, ainda não há previsão para quando os primeiros produtos da iniciativa irão chegar ao mercado, mas deve demorar pelo menos uns dois anos para isso, já que a estimativa é de que a documentação do software ficará pronta só no fim do ano que vem.

Fonte: CNBC

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