Você não vai acreditar no preço do litro da gasolina da Fórmula 1
Por Paulo Amaral | •
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A temporada 2026 da Fórmula 1 marcou uma revolução nos combustíveis: os 22 carros do grid passaram a usar gasolina sintética 100% renovável, produzida em laboratório a partir da captura de carbono, resíduos urbanos e biomassa. O objetivo é reduzir em até 60% as emissões de gases de efeito estufa já neste ano, em comparação com temporadas anteriores.
O preço, no entanto, impressiona. Cada litro da nova mistura custa entre R$ 900 e R$ 2.500, dependendo do fornecedor de cada equipe. Como os tanques dos monopostos têm capacidade para 100 litros, encher um carro pode custar mais de R$ 250 mil. Considerando que cada equipe alinha dois pilotos, o gasto por fim de semana chega a R$ 500 mil apenas em combustível.
O consumo também não ajuda a aliviar a conta. No circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, cada carro gastou em média 3,2 litros por volta, o que equivale a apenas 2,18 km/l — mesmo sendo híbridos. Isso significa que o custo por corrida é gigantesco, com estimativas de R$ 3,4 milhões para abastecer todo o grid em uma única etapa.
O preço da inovação e o futuro dos combustíveis
Ao longo de uma temporada completa de 24 corridas, o gasto acumulado com a gasolina sintética pode ultrapassar R$ 83 milhões. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) defende que o valor elevado reflete a complexidade da pesquisa e o baixo volume de produção inicial, mas acredita que a tecnologia ganhará escala e se tornará mais acessível.
A adoção da gasolina sintética na Fórmula 1 funciona como um laboratório para os carros de rua. O combustível já havia sido testado na Fórmula 2 e Fórmula 3 antes da validação final, mostrando eficiência energética equivalente à dos combustíveis fósseis, sem perda de desempenho nos motores. Cada equipe desenvolve sua versão em parceria com fornecedores distintos, como a Saudi Aramco, que fornece para a Aston Martin.
Além da F1, marcas como a Porsche já investem em fábricas de gasolina sintética, como a instalada no Chile, para garantir a sobrevida de seus modelos a combustão em um futuro dominado pela eletrificação. A expectativa é que, com o avanço da tecnologia, os preços caiam e o combustível se torne uma alternativa viável para o mercado global.
Se você curte a categoria mais badalada do Automobilismo e suas curiosidades, vai querer saber também o que significam as novas luzes nos carros da Fórmula 1 2026, não é mesmo?