Toyota retoma fábrica destruída e prepara resposta contra marcas chinesas
Por Danielle Cassita |
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Você deve se lembrar que a fábrica da Toyota em Porto Feliz (SP) foi duramente danificada após uma forte tempestade que atingiu a região. A marca já anunciou a retomada parcial de suas operações produtivas por lá, e inclusive reativou os processos de fundição e usinagem do motor 1.5 que equipa o Yaris Cross.
Para isso, foi necessário usar uma nova planta construída do zero, que só deve alcançar capacidade plena em 2028. É nesse mesmo ano que a produção nacional do motor 2.0 Dynamic Force do Corolla será restabelecida localmente. As informações foram cedidas por Gilberto Paulino, diretor industrial da Toyota, ao portal Auto Indústria.
Em entrevista, o executivo detalhou as ações do comitê de crise montado junto à matriz no Japão. Um treinamento realizado dias antes permitiu evacuar a fábrica em três minutos. Para evitar o desabastecimento da linha de montagem, quase 800 equipamentos foram recuperados, a montadora passou a importar temporariamente o propulsor 2.0 do sedã e alugou um galpão industrial para manter a montagem do bloco 1.5.
O futuro do Toyota Corolla
Com a transferência da produção do Corolla para Sorocaba (SP), a previsão de fabricação local do motor 2.0 a partir de 2028 dá alguns spoilers de como devem ser os passos da próxima geração do sedã no país. Embora a marca prepare opções com tecnologia híbrida plug-in de altíssima autonomia para o mercado global, a manutenção do propulsor flex tradicional garante atendimento aos clientes fiéis do modelo no Brasil.
Além da versão puramente a combustão, a usinagem nacional do bloco 2.0 abre espaço para a introdução da variante híbrida convencional (HEV) mais potente. No exterior, essa configuração entrega 184 cv combinados, que superam com folga os 123 cv do atual 1.8 Flex.
Portanto, os projetos podem muito bem ser uma resposta estratégica da fabricante frente ao avanço dos concorrentes chineses no mercado nacional. E não é sem motivo: os carros chineses dispararam no Brasil em 2026 e superam o crescimento geral do mercado.