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Tesla vira réu após acidente fatal causado por falha em maçaneta elétrica

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Divulgação/Tesla
Divulgação/Tesla

A Tesla vai novamente precisar "sentar no banco dos réus" e, desta vez, por conta de um problema que já gerou mudanças radicais em carros produzidos na China: as maçanetas elétricas retráteis.

Um processo judicial movido contra a montadora de Elon Musk nos Estados Unidos trouxe de volta à tona os riscos associados ao acessório, bastante comum em veículos elétricos.

A ação se refere à morte de Samuel Tremblett, um jovem de 20 anos que ficou preso dentro de um Tesla Model Y após um acidente em Massachusetts, em 29 de outubro de 2025. Ele sobreviveu à colisão, mas não conseguiu sair do carro em chamas devido à falha no sistema de abertura das portas, segundo a denúncia.

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De acordo com a ação apresentada em fevereiro de 2026, Tremblett implorou por socorro em uma ligação ao serviço de emergência, mas acabou morrendo dentro do veículo em combustão porque as maçanetas eletrônicas não responderam após a queda de energia do carro. A família alega que o design das maçanetas, que depende de energia para funcionar corretamente, foi determinante para a fatalidade.

Mais tragédias causadas pelas maçanetas elétricas

O caso não é isolado: investigações da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) nos EUA já haviam apontado pelo menos 15 mortes em situações semelhantes, envolvendo dificuldades de abrir portas após panes elétricas ou acidentes. Isso intensificou o escrutínio sobre o tema das maçanetas retráteis em veículos modernos.

Enquanto os EUA discutem processos e investigações, a China tomou uma medida normativa direta sobre essa questão de segurança. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China anunciou que a partir de 1º de janeiro de 2027 todos os carros vendidos no país deverão ter maçanetas com liberação mecânica eficiente, eliminando o uso exclusivo de maçanetas retráteis eletrônicas.

A nova norma foi motivada por uma série de acidentes em que socorristas não conseguiram abrir portas de veículos elétricos por causa de mecanismos eletrônicos que falharam após colisões ou perda de energia. Por isso, as regras exigem que maçanetas externas tenham uma área acessível para mãos humanas e que mecanismos de liberação funcionem sem depender totalmente de eletricidade.

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