Tecnologia de carro elétrico "salva" cartório eleitoral no Paraná; entenda
Por Paulo Amaral |
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O primeiro turno das eleições 2026 registrou um fato curioso em Salto de Lontra, pequeno município localizado no estado do Paraná. E ele não teve nada a ver com a escolha da população para governador, deputado ou presidente da República. O "eleito" para salvar a democracia no local foi um carro elétrico da BYD.
Depois de um temporal deixar o cartório local às escuras, o carro chinês, que não teve o modelo divulgado, foi usado pelo TRE-PR para fornecer energia à sede e, assim, permitir o uso das urnas eletrônicas para o pleito eleitoral. O episódio mostrou como a tecnologia V2L (Vehicle to Load) é uma tecnologia impressionante e muito útil para os dias atuais, pois transforma o carro elétrico em um autêntico power bank gigante.
Em outras cidades, como Francisco Beltrão e Umuarama, que também sofreram apagões durante as eleições, a solução foi improvisar com lanternas de celulares ou depender da bateria interna das urnas.
Como funciona a tecnologia V2L em carros elétricos?
A função V2L (Vehicle-to-Load) permite que o carro elétrico forneça energia externa. Em vez de apenas receber carga, o veículo converte a energia da bateria em corrente alternada, disponível em tomadas comuns por meio de adaptadores. Essa tecnologia já está presente em modelos populares como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2.
Com baterias que variam de 30 kWh a 60 kWh, esses carros podem sustentar equipamentos leves por horas. Isso inclui desde notebooks e ventiladores até urnas eletrônicas, como ocorreu no Paraná. Em veículos sem V2L, é possível recorrer a inversores de voltagem, como aconteceu em Goiás, onde um policial militar conectou uma urna ao sistema elétrico de seu carro.
O recurso V2L é difundido pelas montadoras como uma tecnologia inovadora e eficiente, mas não o confunda com um truque que muita gente está usando em carros elétricos para gelar bebidas, pois ele pode custar caro.