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Semáforo da USP "sabe" se você já atravessou a rua e pode revolucionar trânsito

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farol aberto para pedestre
Georgi Zvezdov/Unsplash

Já pensou como seria se o farol “soubesse” que você ainda não terminou de passar pela faixa de pedestres? Pois é esta a proposta do sistema criado por pesquisadores da Escola Politécnica da USP (Poli-USP), que desenvolveram em São Paulo um novo sistema inteligente de semáforos.

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Basicamente, o recurso pode identificar pedestres em tempo real por meio de sensores e algoritmos. A tecnologia foi testada recentemente em simulações digitais de cruzamentos da capital paulista, e altera o tempo de travessia dinamicamente ao monitorar a presença e o ritmo de quem cruza a via.

O projeto é fruto da dissertação de mestrado do engenheiro Andrey Luís Barbosa Gomes, sob orientação do professor Claudio Luiz Marte, e busca priorizar a segurança viária e humanizar a gestão do tráfego. Nas simulações, a solução reduziu o tempo médio de viagem dos pedestres em 71,42%, ou seja, o tempo de espera na faixa caiu em quase um minuto.

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Benefícios para pedestres 

Os testes virtuais recriaram quatro locais de São Paulo escolhidos estrategicamente, como os cruzamentos em frente ao Hospital Universitário e aqueles no Terminal Rodoviário Tiradentes — o Hospital concentra, naturalmente, pedestres mais frágeis, como idosos e pacientes. Já a Cidade Tiradentes é conhecida pela urbanização não planejada

De forma surpreendente, a tecnologia também favoreceu o tráfego dos carros e diminuiu o tempo médio de espera dos veículos em até 22% em determinados pontos. A redução se deve à luz verde, que foi fechada assim que os pedestres terminaram de atravessar a via. 

Desenvolvido com suporte da Capes e do BNDES, o projeto altera a lógica tradicional da engenharia de tráfego ao focar no elo mais vulnerável das ruas. Ao adaptar o tempo do sinal ao ritmo do pedestre, a ferramenta evita travessias arriscadas fora do tempo e assegura proteção reforçada para idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

A versão final do trabalho deve ser disponibilizada na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.

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