Recarga rápida para carros elétricos cresce quase 200% em um ano no Brasil
Por Paulo Amaral |

O Brasil vive uma aceleração inédita na infraestrutura de recarga rápida para carros elétricos. Em apenas 12 meses, o número de carregadores rápidos e ultrarrápidos (DC) saltou 166,6%, passando de 2.430 unidades, em fevereiro de 2025, para 6.479 em fevereiro deste ano. Com isso, esse tipo de equipamento já representa 31% de toda a rede pública e semipública do país, indicando uma mudança clara no perfil da expansão.
Os dados mais recentes da base nacional consolidada pela ABVE em parceria com a Tupi Mobilidade mostram que o avanço da recarga rápida supera com folga o crescimento dos carregadores lentos (AC), que evoluíram 17,6% no mesmo período e somam hoje 14.582 unidades. Embora ainda sejam maioria, os equipamentos AC perdem espaço proporcionalmente diante da demanda crescente por soluções mais ágeis.
No total, o Brasil atingiu 21.061 pontos públicos e semipúblicos de recarga até fevereiro, número que representa alta de 42% em relação a fevereiro de 2025 e de 25% na comparação com agosto do ano passado. A expansão acompanha o aumento da frota de veículos elétricos plug-in em circulação, que já chega a 411.869 unidades no país.
Recarga rápida muda o perfil da infraestrutura
A expansão acelerada dos carregadores DC mostra que o mercado brasileiro começa a priorizar conveniência e redução do tempo de espera. No início de 2024, esse tipo de equipamento representava menos de 10% da rede nacional. Um ano depois, já responde por quase um terço da infraestrutura disponível, evidenciando a transição para um modelo mais alinhado às necessidades de viagens intermunicipais e uso profissional.
A relação atual entre veículos plug-in e pontos de recarga é de 19,6 para 1. O número e considerado positivo para o estágio atual do mercado, mas ainda distante da meta ideal de 10 para 1. Para Davi Bertoncello, diretor de Comunicação da ABVE e sócio-fundador da Tupi Mobilidade, o avanço da recarga rápida sinaliza maturidade do setor. Segundo ele, o crescimento de 167% nesse segmento demonstra que o Brasil deixou a fase de testes e passa a estruturar uma base sólida para sustentar a expansão da mobilidade elétrica nos próximos anos.
Leia mais: