Recall da Ford atrasa e dono de SUV gasta valor absurdo do próprio bolso
Por Danielle Cassita |

Paul Lonergan, morador de Massachusetts, nos Estados Unidos, precisou desembolsar mais de US$ 1.800 (cerca de R$ 9.400) do próprio bolso para consertar um defeito grave de freio no seu Ford Edge 2017. O problema é que o carro de Lonergan já estava incluído em um grande recall anunciado pela Ford no ano passado, mas a montadora ainda não havia disponibilizado a solução oficial nas concessionárias para resolver o problema.
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A convocação afetou quase 500 mil unidades dos modelos Ford Edge e Lincoln MKX no país e foi voltada para o risco de ruptura nas mangueiras flexíveis traseiras. Caso o componente se rompesse, poderia haver um vazamento de fluido que afetaria o sistema de frenagem do carro.
No caso, Lonergan estava ciente do recall desde setembro, mas só procurou a agência quando identificou o vazamento em abril. Para piorar, ele foi informado de que a montadora ainda não possuía a solução imediata.
Recall da Ford
O reparo exigiria apenas mangueiras reforçadas, mas mesmo assim coube a Lonergan arcar com a soma de US$ 1.854. Vale lembrar que a legislação norte-americana exige que fabricantes reembolsem eventuais gastos com defeitos que já estejam cobertos por campanhas de segurança.
Mesmo assim, a Ford orientou o motorista a enviar os recibos apenas para "avaliação de reembolso", deixando a devolução incerta no curto prazo. "Não tenho dinheiro para emprestar a uma corporação bilionária", declarou ele em entrevista à imprensa local.