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Por que não dá mais para dar golpe com a quilometragem do carro?

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PublicDomainPictures/Pixabay/CC
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Você já deve ter ouvido falar sobre os vários métodos de adulteração da quilometragem dos carros, que faz com que os veículos pareçam ser mais novos do que realmente são — mas isso no caso dos mais antigos, já que os modelos mais novos têm tecnologias que tornam tais fraudes praticamente impossíveis. 

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Pode até parecer que estas adulterações seriam mais fáceis com os carros modernos: afinal, como estes veículos têm painéis digitais, bastaria mudar o número exibido na tela para “voltar o hodômetro”. Só que não.  

Hoje, a tecnologia é uma das maiores aliadas contra fraudes do tipo. Cientes destas práticas, as montadoras desenvolveram sistemas individuais contra golpes do tipo que, apesar de não impedirem completamente a prática, dificultam sua execução. 

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Proteção contra “golpe do hodômetro” 

Os carros modernos podem ter 150 chips diferentes em seu interior — alguns destes componentes determinam o tanto que o motor acelera, enquanto outros registram a quilometragem. No caso do hodômetro, até é possível mudar o número que aparece no painel, mas a mudança é superficial.

Mesmo que a adulteração seja feita, bastaria que um mecânico conectasse o scanner de diagnóstico no veículo para ver prontamente a quilometragem no “registro original”. Tal registro é um dispositivo de memória não volátil, ou seja, um pequeno computador capaz de armazenar dados mesmo na falta de energia.

É ali que ficam as informações mais importantes do histórico do carro, incluindo a quilometragem. E, para alterar o que está ali, é preciso vencer barreiras bastante complexas — como uma criptografia à qual só as pessoas ligadas à marca têm acesso. Na prática, isso significa que a adulteração de hodômetros em veículos modernos só seria viável ao custo de hackear simultaneamente o carro e o servidor da fabricante!

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Fonte: Uol