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Por que a Volkswagen corre o risco de ser comprada por chineses no futuro

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Logo da volkswagen
Cesar Salazar/Unsplash

E se a Volkswagen, uma das maiores e mais tradicionais montadoras de carros do mundo, acabasse nas mãos dos chineses? Para os economistas Niall Ferguson e Moritz Schularick o cenário não é tão absurdo quanto parece: em entrevista concedida ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, a marca pode acabar adquirida por uma fabricante chinesa no futuro por ter subestimado a rápida expansão dos veículos elétricos do país. 

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A avaliação ocorre no momento em que a montadora alemã enfrenta queda de rentabilidade e busca recuperar sua competitividade global por meio de uma profunda reestruturação. Claro, isso não significa que a Volkswagen vai chegar ao ponto de falir ou algo semelhante, mas é bastante possível que o grupo seja adquirido por uma chinesa.  

Schularick acredita que a compra aconteceria somente se a empresa continuar perdendo espaço no mercado global. Neste caso, gigantes como a BYD podem se beneficiar do menor protagonismo do grupo europeu, fruto de décadas de incentivos asiáticos em baterias e tecnologia. 

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Futuro da Volkswagen

Embora a falência da gigante alemã seja descartada, os analistas ressaltam que a reputação histórica da marca já não é suficiente para conter os modelos elétricos chineses, mais avançados e baratos. E a Volkswagen sabe disso: Oliver Blume, CEO global da montadora, iniciou um plano agressivo que prevê o corte de até 100 mil empregos até 2030 e o fechamento de quatro fábricas na Europa

A estratégia também reduzirá pela metade a gama de veículos ofertados, diminuindo a capacidade de produção global para cerca de nove milhões de unidades anuais. De acordo com o executivo, a estratégia foi desenhada como uma tentativa de recuperar a rentabilidade da empresa diante da queda dos lucros combinada ao aumento da concorrência internacional. 

Diferente do cenário europeu, a operação da Volkswagen no Brasil e na América do Sul não projeta demissões ou fechamento de unidades atualmente. Como a filial sul-americana permanece entre as mais lucrativas do grupo, os investimentos na região estão mantidos. Assim, a previsão atual envolve somente a simplificação do catálogo de versões e equipamentos locais.