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Perigo invisível: airbags falsificados causam mortes e autoridades emitem alerta

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Marcel Langthim/Pixabay/CC
Marcel Langthim/Pixabay/CC

Autoridades dos Estados Unidos emitiram um alerta à população sobre os riscos de rodar em carros com airbags falsificados. Segundo informações do NHTSA, órgão responsável pela segurança viária, pelo menos 10 das mortes registradas em 12 acidentes têm relação aos itens falsificados produzidos pela chinesa Jilin Province Detiannuo Automobile Safety System (DTN). 

As análises mostraram que os airbags da companhia se romperam durante os impactos e liberaram estilhaços de metal pela cabine do carro, que voaram em direção ao pescoço, peito e rosto dos ocupantes nos acidentes. Por isso, estes airbags são considerados os principais causadores das mortes registradas. 

Entretanto, os infladores produzidos pela empresa são proibidos no país, ou seja, teriam entrado de forma ilegal no mercado norte-americano. Por ora, o órgão suspeita que os airbags foram adquiridos por oficinas independentes, que pretendiam usá-los em carros danificados em acidentes e que foram consertados posteriormente para, depois, serem  revendidos no mercado de usados. 

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 Airbags falsificados nos EUA 

Os airbags falsificados são praticamente idênticos aos originais e têm custo bem menor, mas não funcionam conforme determinado pelos padrões de segurança: o NHTSA exige que estes componentes inflem em menos de 20 milissegundos, tempo necessário para evitar o impacto dos ocupantes com o volante ou com o painel do carro. 

Até o momento, os airbags irregulares foram identificados em carros da Chevrolet e da Hyundai, mas as estimativas indicam que cerca de 10 mil carros tenham sido afetados. O ocorrido lembra o escândalo com os airbags defeituosos da japonesa Takata, encontrados em vários veículos no Brasil.