IPVA mais barato? Imposto sobre Veículos pode mudar em breve
Por Paulo Amaral |

Uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada na Câmara dos Deputados pode alterar de forma significativa as regras do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Brasil. A iniciativa prevê mudanças tanto na forma de cálculo quanto no limite máximo de cobrança, o que pode reduzir o valor pago por milhões de proprietários de veículos.
As mudanças sugeridas na proposta apresentada pelo deputado federal Kim Kataguiri (União) fundamentam-se principalmente em uma nova base de cálculo e na fixação de um teto nacional para o imposto sobre os veículos.
Atualmente, o IPVA é calculado com base no valor de mercado do bem, geralmente definido pela Tabela Fipe, enquanto a alíquota varia de acordo com cada estado. O projeto propõe substituir esse modelo por um critério ligado ao peso do veículo, estabelecendo assim que automóveis mais leves paguem menos imposto, enquanto os mais pesados tenham uma cobrança maior.
O teto nacional para o IPVA sugerido pelo deputado federal seria fixado em até 1% do valor do veículo. Caso seja aprovada, a medida reduziria a diferença entre estados e impediria a aplicação de alíquotas mais elevadas, hoje comuns em algumas unidades da federação.
Justificativas para alteração do IPVA
Segundo o autor do projeto, a mudança busca tornar o imposto mais racional e menos dependente da desvalorização do bem ao longo do tempo. A justificativa é que o impacto de um veículo sobre a infraestrutura viária estaria mais relacionado ao seu peso do que ao seu preço de mercado.
A proposta também levanta debate sobre os efeitos na arrecadação estadual, já que o IPVA é uma das principais fontes de receita dos governos locais. Para equilibrar as contas públicas, o texto prevê medidas de contenção de gastos em outras áreas do orçamento.
Especialistas em tributação avaliam que a adoção de um critério nacional e de um teto pode trazer maior previsibilidade para os contribuintes, mas alertam que a transição exigiria ajustes administrativos e negociações com os estados, que hoje têm autonomia para definir suas próprias alíquotas.
Antes de qualquer mudança entrar em vigor, o projeto ainda precisa passar por comissões, ser aprovado em dois turnos na Câmara e no Senado e, por fim, ser promulgado. Até lá, o IPVA continua seguindo as regras atuais, mas a discussão já coloca o imposto no centro do debate sobre a reforma do sistema tributário brasileiro.
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