Hyundai cutuca chinesas ao explicar fim das telas gigantes nos carros
Por Danielle Cassita |

A Hyundai Motor North America reforçou no Salão de Nova York de 2026 seu compromisso em trazer de volta os comandos físicos nos painéis de seus futuros veículos. A decisão foi detalhada pela vice-presidente sênior Olabisi Boyle, marca uma reação contundente à "era das telas gigantes" para dar prioridade à segurança viária e a redução do estresse do motorista ao volante.
A sul-coreana já observava desde 2023 que a dependência excessiva de telas sensíveis ao toque nos carros é perigosa, e que os carros deveriam voltar a ter comandos que não exigem que o motorista desvie os olhos da via.
Por isso, Boyle destacou que funções como o controle de volume e a climatização são muito mais intuitivas quando operadas por itens físicos, como botões giratórios. Segundo a executiva, o uso de menus e submenus digitais para comandos básicos gera distrações perigosas.
O fim das telas nos carros?
O ponto de virada dessa nova mentalidade foi simbolizado pela revelação do conceito Hyundai Boulder no evento nos Estados Unidos: o novo Boulder aposta em telas menores e descentralizadas, cada uma acompanhada por seus próprios controles físicos, e avança na contramão da tendência atual de painéis dominados por uma única tela.
E não pense que o Boulder é o único com a mudança, já que a nova tendência também deve aparecer na aguardada picape média de chassi da marca, prevista para chegar ao mercado até 2030. Boyle enfatizou que, em veículos voltados ao trabalho, a presença de botões é ainda mais crítica para garantir uma operação rápida e eficiente.
Essa transição já começou a ser observada em atualizações recentes de modelos como a Santa Cruz, já cancelada, e deve ganhar força total nas novas gerações do Elantra e do Tucson, posicionados como modelos 2027.