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Gasolina a R$ 9 e diesel em falta? Guerra pode gerar crise de combustível

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José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

As tensões geopolíticas entre Estados Unidos, Israel e Irã já mostraram seus efeitos no transporte público e nos preços do óleo diesel. Diversas cidades brasileiras já registram reajustes nos preços dos postos de gasolina ao mesmo tempo em que a operação do transporte público demonstra os impactos da crise.

O efeito do conflito já apareceu nos preços do mercado global de petróleo, que acelerou reajustes e gerou escassez física de diesel nas refinarias. Embora a gasolina tenha apresentado queda discreta nos últimos meses, o preço nas bombas já subiu 0,78% na primeira quinzena de março e atinge a média de R$ 6,45 por litro.

Por ora, a gasolina está mais cara em Holambra (SP), onde o litro custa R$ 9,09; em Itaguari, por outro lado, o combustível sai por R$ 5,59. Enquanto isso, o preço do etanol varia de acordo com a região: em Irani (SC), o composto sai por R$ 6,04, mas em Bento de Abreu (SP) o preço fica em R$ 3,97.

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Alta nos preços do combustível 

Além do aumento na hora de abastecer, os impactos aparecem também no transporte coletivo. Em São Leopoldo (RS), a prefeitura decretou estado de emergência e suspendeu totalmente a circulação de ônibus no último domingo (15) devido à interrupção nas entregas de combustível. Cidades catarinenses como Florianópolis e Joinville também operam com estoques críticos.

Enquanto isso, Teresina (PI) registrou redução de 30% na frota — a justificativa das  empresas é a alta acumulada de quase 50% no diesel, que inviabilizou a operação integral. Ciente dos impactos, o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins e adicionou uma subvenção direta, reduzindo em R$ 0,64 o custo do litro de diesel. 

A Petrobras, por sua vez, aplicou uma redução de R$ 0,38 no diesel A. Segundo Magda Chambriard, presidente da empresa, o repasse real para as distribuidoras foi de apenas R$ 0,06, valor considerado irrisório diante da crise. Contudo, o desafio das prefeituras permanece na garantia da entrega física do combustível para manter as cidades em movimento.