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Fim das maçanetas elétricas na China pode mudar carros no Brasil?

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Reprodução | Weibo
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Você viu aqui no CT Auto que, a partir de 2027, as montadoras na China não vão mais poder comercializar carros equipados com maçanetas retráteis ou totalmente elétricas por questões de segurança. Como a China é o maior mercado automotivo do mundo em termos de volume, é natural se perguntar: será que a decisão afeta os carros vendidos no Brasil?

A resposta é “depende”. Hoje, a frota de veículos no Brasil com maçanetas embutidas é vasta, e inclui modelos da linha ID da Volkswagen, Mercedes-Benz e Porsche, além dos populares BYD e GWM. A maioria desses carros não é importada diretamente da China, ou seja, não é obrigatório que sigam as novas normas. 

Por outro lado, as marcas chinesas com fábricas e/ou forte presença no Brasil — como a BYD e CAOA Chery — podem, sim, optar por unificar seus projetos globais. Isso significa que, mesmo que as atualizações não ocorram acompanhando aquelas do mercado chinês, elas devem vir quando as linhas dos modelos receberem renovações. Atualmente, modelos como o BYD Seal, Geely EX5, Leapmotor C10 e B10 são alguns daqueles que são comercializados no Brasil e não atendem as novas normas.

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Maçanetas embutidas nos carros 

A China determinou que todos os carros que pesem menos de 3,5 toneladas devem ter sistemas de abertura mecânica das portas no lado externo e interno dos carros. Além disso, o sistema deve funcionar mesmo que a bateria do veículo tenha falhado ou após ocorrências como colisões. 

A nova norma vem após aumentos na quantidade de casos de pessoas que ficaram presas nos carros, bem como de socorristas que tiveram dificuldades para resgatá-las devido às maçanetas. Assim, as marcas que quiserem comercializar seus carros por lá vão precisar rever seus projetos das maçanetas e, claro, dos veículos. 

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