Faraday Future, startup concorrente da Tesla, declara falência

Por Claudio Yuge | 15 de Outubro de 2019 às 12h53
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A startup estadunidense Faraday Future nasceu para concorrer com a Tesla na seara de veículos elétricos, com investimentos de US$ 1 bilhão em sua primeira fábrica de carros em Las Vegas, em 2017. Mas, o que parecia uma frente promissora, acabou dando errado e a empresa começou a se afundar em dívidas. Agora, o fundador e ex-CEO Jia Yueting declarou oficialmente a bancarrota.

O registro foi documentado em uma corte de Delaware, com a prerrogativa do Capítulo 11, que permite reorganizar o grupo, mantendo-o ativo, com a promessa de pagar os devedores ao longo do tempo. Yueting afirma ter pendências no valor total de US$ 3,6 bilhões junto a mais de 100 credores, principalmente devido à queda do conglomerado chinês LeEco.

(Imagem: Divulgação/Faraday Future)

Aliás, o magnata é persona non grata na China, onde ele está listado entre os maiores devedores nacionais, o que o obrigou a mudar-se para os Estados Unidos. Mas, antes de seguir com os protocolos do Capítulo 11, Yueting tem um “plano A”.

"Plano A" precisa de adesão maciça dos devedores

Bem, o cenário “ideal” para Yueting seria um acordo com 90% de seus credores em um plano de reestruturação envolvendo a abertura da companhia na Bolsa da Valores. O caminho para a restituição aconteceria de maneira parecida com o que sugere com a falência no Capítulo 11, alavancando sua participação na empresa para pagar suas dívidas após o IPO.

Mas as chances disso acontecer são pequenas, pois o prazo vai somente até o dia 8 de novembro e até que todos estejam de acordo, pode ser que não dê tempo para o executivo levantar a verba necessária para manter pagamentos aos chineses, enquanto mantém o crédito nos Estados Unidos e reergue a companhia.

Yueting já até mesmo prevê um cenário desastroso, em que nada disso dá certo, e ele precisa apelar para o “Plano C”, que seria a liquidação total de seus ativos, no Capítulo 7. Isso poderia resolver as dívidas de pequenos negócios, enquanto a Faraday Future ganharia uma sobrevida. O fundador da companhia deixou o cargo de CEO em setembro, substituído por Carsten Breitfeld, ex-BMW. Agora, é preciso aguardar para sabermos o que vai acontecer até o dia 8 de novembro.

Fonte: The Verge  

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