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Estudo revela por que comprar carro em concessionária custa tão caro

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Ross Helen/Envato/CC
Ross Helen/Envato/CC

Um novo estudo realizado pela International Center for Law & Economics (ICLE) revelou que as leis estaduais que forçam a venda de veículos só por meio de concessionárias franqueadas deixam o carro zero-quilômetro mais caro. Segundo o levantamento da organização sem fins lucrativos, essa exigência funciona como uma "taxa do atravessador". 

A análise mostrou que o modelo aumenta o preço final de cada transação em somas que ficam entre US$ 3.934 e US$ 4.992 (cerca de R$ 20 mil a R$ 26 mil). As estimativas foram calculadas com base no preço médio de US$ 50 mil de um carro novo.  

Ainda segundo o levantamento, a manutenção de grandes estruturas de alvenaria e a folha de pagamento das concessionárias representam um acréscimo de até US$ 1.900 por veículo. Segundo o ICLE, proteger um canal de distribuição estabelecido não é o mesmo que proteger o cliente final, e os fabricantes deveriam ter liberdade para adotar modelos de venda direta. 

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Comprar carro na concessionária

Vale lembrar que o modelo de franquias foi criado originalmente para proteger revendedores independentes de competições desleais das montadoras, mas o estudo mostra que as falhas do sistema acabam repassadas ao consumidor

Para completar, o maior peso financeiro recai sobre o custo de manutenção dos estoques físicos, agravados por juros de financiamento que variam entre 6% e 9%. Somente essa logística de inventário e os esforços para girar o pátio podem somar até US$ 2.700 em custos evitáveis.

O debate sobre o fim da intermediação obrigatória ganhou força com a Tesla, que desafiou as regras vigentes há mais de uma década. Atualmente, o conflito jurídico atinge marcas como a Scout, do Grupo Volkswagen, que planeja vender diretamente ao público e já enfrenta resistência das redes franqueadas.