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É possível fazer "remap" em carro elétrico?

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Geely EX2 Drift
Divulgação/Geely

O chamado remap automotivo (prática de reprogramar parâmetros eletrônicos para extrair mais potência e torque) já é comum em motores a combustão. Quando se trata de carros elétricos, porém, a técnica de "envenenar" o carro ainda é novidade e envolve custos mais altos.

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Segundo o preparador automotivo Ricardinho ACF, que participou de um projeto experimental com o hatch elétrico Geely EX2 no Festival Interlagos 2026, é possível alterar a calibração para aumentar o desempenho sem comprometer os limites originais do motor. No entanto, o processo exige muito mais cuidado e investimento.

O especialista contou para a Quatro Rodas que a lógica de ajuste dinâmico é semelhante à dos motores a combustão, mas muda a forma como energia e calor são administrados. Em uso severo de curta duração, como uma bateria de drift de 10 minutos, é possível explorar picos de descarga elétrica para obter ganhos imediatos de torque. Porém, isso aumenta a temperatura do sistema, tornando o gerenciamento térmico o principal gargalo técnico.

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O que muda no remap de elétricos

Assim como no motor a combustão o aumento da pressão do turbo exige intercoolers mais eficientes, no carro elétrico o remap demanda sistemas de refrigeração reforçados para suportar os picos de energia sem degradar as baterias ou danificar o motor.

Esse cuidado adicional explica por que o custo é maior: além da reprogramação eletrônica, é necessário investir em soluções de arrefecimento e componentes de alta tensão mais robustos. Ou seja, o remap em elétricos não é apenas uma questão de software, mas também de hardware.

Principais pontos sobre remap em elétricos

  1. É possível realizar remap em carros elétricos, mas exige maior investimento.
  2. O gerenciamento térmico é o maior desafio, já que o aumento de potência gera mais calor.
  3. Projetos experimentais já provaram a viabilidade, como o Geely EX2 modificado para o Festival Interlagos.
  4. O custo é superior ao de veículos a combustão, pois envolve ajustes em software e hardware.
  5. A prática ainda é restrita a preparadores especializados, sem aplicação em larga escala no mercado.

Se você se interessa por remap ou por "tunar" o carro, talvez queira entender melhor o que é permitido no tuning e o que é proibido na hora de "envenenar" seu carro; confira.

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