Drones começam a entregar bolsas de sangue na África

Por Redação | 13 de Outubro de 2016 às 23h58

Um sistema de drones entregadores já começou a funcionar em Ruanda, na África, a fim de realizar um produto não muito comum em deliveries, mas extremamente precioso: sangue humano. A frota já é parte do primeiro sistema nacional de drones do mundo, que tem como objetivo levar as bolsas até populações carentes em áreas remotas do país. Quem fez o anúncio oficial foi o presidente Paul Kagame, na semana passada.

Administrados pela companhia Zipline, os pequenos aviões não-tripulados vão passar a entregar 21 bolsas de transfusão no leste de Ruanda, já que as estradas e o sistema de saúde por lá ainda são muito precários. Cada base de distribuição conta com 15 drones, chamados de "Zips", que podem voar até 150 km e levar consigo até 1,5 kg de sangue com uma só carga. Basta que um hospital faça o pedido e o sangue chega de paraquedas no local em mais ou menos 15 minutos.

Curiosamente, o país africano passou na frente até dos Estados Unidos quanto à regulamentação destes veículos. No início do ano, toda a legislação necessária para a circulação dos drones foi efetivada devido à gravidade e desespero de muitos pacientes, que vem levando a um aumento preocupante na taxa de mortalidade ruandense.

Os primeiros pacotes já começaram a ser entregues nesta semana, e no ano que vem, todo o oeste do país será beneficiado com o serviço. Até o momento, a projeção é atender a cerca de 7 milhões de pessoas, cobrindo uma área de aproximadamente 11 mil km².

Com o sucesso da empreitada na África, a Zipline anunciou que vai começar a entregar remédios e sangue para transfusão nos Estados Unidos em 2017, mais especificamente em áreas rurais de Maryland, Nevada e Washington.

Com informações do The Verge.

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